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No Acre, mãe diz à polícia que só soube que filha de dez anos sofria abuso quando menina engravidou

Por Redação Juruá em Tempo.24 de janeiro de 20203 Minutos de Leitura
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A mãe da criança de 10 anos que está grávida foi ouvida pela Polícia Civil do município de Jordão, interior do Acre, onde mora. O depoimento da mulher foi baseado nas declarações dadas pela outra filha dela, de 12 anos. A menina, segundo a polícia, confessou para a mãe que o pai dormia com a irmã caçula na mesma cama.

“Ela [mãe] acaba apontando os dois suspeitos, o vizinho e o pai. Segundo a mãe, a menina [filha de 10 anos grávida] tinha costume de dormir com o pai. A menina de 12 anos contou para a mãe que o pai gostava mais da irmã do que dela. Quando pedia algo para o pai ele não dava, mas dava para a irmã”, explicou o delegado responsável pelas investigações, Valdinei Soares.

O pai morava com as duas filhas na cidade de Tarauacá, também no interior do estado. Quando a polícia passou a investigar quem tinha abusado sexualmente da criança grávida, a menina de 12 anos foi morar com a mãe, no Jordão, e a irmã caçula foi encaminhada para a capital acreana, Rio Branco, a pedido da Justiça acreana.

A menina recebe atendimento enquanto espera o bebê nascer, no abrigo Educandário Santa Margarida, na capital acreana. Ela faz acompanhamento médico, psicológico e assistencial na instituição.

O pai das crianças foi encontrado morto dentro de casa, em Tarauacá. Ele era o parente investigado pela polícia no caso.

Depoimento
Por morar na zona rural do Jordão, a mãe das crianças foi ouvida por um policial da cidade. O depoimento foi enviado para o delegado Valdinei Soares, de Tarauacá. Ainda no depoimento, a mãe alegou que só soube dos supostos abusos do pai quando a filha de 12 anos foi morar com ela.

“Pelo termo de declaração, os dois suspeitos são o vizinho e o pai, por essa situação. Ela teria perguntado para a filha grávida [se o pai abusava dela] e sempre balançava a cabeça que não. Mas, o fato estranho é que [o pai] sempre dormia com ela na mesma cama”, frisou o delegado.

Os pais das meninas estavam separados há nove anos, segundo a polícia. Ela revelou também que, quando saiu de casa, combinou com o ex-companheiro de levar apenas o filho do casal e deixar as duas meninas com o pai.

“Foi embora para o Jordão com o outro filho que teve com ele. Não disse porque deixou as meninas com o pai, só que levou o filho”, acrescentou.

Vizinho suspeito
A menina falou para a mãe também que a irmã grávida costumava frequentar a casa da família do vizinho suspeito.

O rapaz foi preso preventivamente pelo caso, mas a Justiça acatou um pedido de revogação de prisão da Polícia Civil e ele aguarda a conclusão do processo em liberdade. O suspeito deixou a prisão na sexta-feira (17).

“Segundo contou para a mãe, a irmã costumava ir na casa da mãe do vizinho e levar roupas, e voltava tomada banho de lá. O processo vai ficar parado até o nascimento da criança. Foi colhido o sangue dos dois suspeitos para o exame de DNA. Não tem nada que possa ser feito até o nascimento da criança”, complementou o delegado.

Soares acrescentou ainda que a criança de 12 anos deve ser ouvida na delegacia do Jordão nos próximos dias. “Ela entrou em desespero quando soube da morte do pai e foi marcada outra data para ser ouvida”, concluiu.

  • Com informações do Portal G1.
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