Close Menu
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
Últimas
  • Morte de professora após atendimento médico vira investigação criminal no Acre
  • Senac Acre abre seleção com salários de até R$ 5 mil para vagas; veja mais sobre
  • No Acre, homem é preso acusado de estuprar a própria irmã
  • Morre o barbeiro que moldou o topete do Rei Pelé
  • Com alta de 13% na receita e redução da dívida, Acre apresenta avanço fiscal em 2025, aponta Tesouro
  • “Quase deu errado”: motorista registra susto ao atravessar ponte alagada no interior Acre
  • Extrativista repercute na web ao compartilhar rotina da coleta de castanha no Acre: “Ser honesto é pesado”
  • Acre tem quase 20% da população trabalhando por conta própria, diz pesquisa do IBGE
  • Polícia segue com diligências para localizar autor de homicídio no Guajará (AM)
  • Prefeito Zequinha Lima assina ordem de serviço para reforma e ampliação do Centro de Zoonoses de Cruzeiro do Sul
Facebook X (Twitter) Instagram
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
terça-feira, fevereiro 24
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
Home»Destaque 2

Pedreiro de 43 anos é o primeiro transplantado de fígado de 2020 na Fundação Hospitalar

Por Redação Juruá em Tempo.27 de janeiro de 20204 Minutos de Leitura
Compartilhar
Facebook Twitter WhatsApp LinkedIn Email

Eram 18 horas quando a mensagem mais esperada de domingo surgiu na tela do aplicativo de conversa do celular da doméstica Marlene Franco, 47 anos, no loteamento Portal da Amazônia, bairro Calafate.

– Vai ser o pai

– Que Legal…Verdade

– Siim – dedilha Cíntia Franco Parente, de 19 anos, filha de Marlene, ainda desajeitada, amarrando com uma das mãos os cabelos que caíam sobre a testa, sentada numa cadeira do leito 133 da enfermaria A, da Fundação Hospitalar.

– Tô chorando… Jura. Nossa… Meu Deus – responde a mãe, encerrando temporariamente o diálogo às 18h02, ao saber que finalmente chegou a oportunidade de uma nova vida para o esposo, Francisco Adalberto Parente Pinto, o Chico Alberto, de 43 anos.

Há quatro, ele vive à espera da cirurgia na lista do Sistema Único de Saúde para a cura da cirrose causada pela hepatite B em estado avançado.

No início da noite deste domingo, 26, o pedreiro nascido em Feijó no Seringal Santa Rosa, colocação Mamoeira, tornou-se o primeiro paciente de 2020 a ser transplantado de fígado pela equipe de médicos da Fundação Hospitalar do Estado do Acre (Fundhacre).

Quarenta minutos antes, o médico Leonardo Toledo, que coordena a equipe de cirurgiões, chegava a passos largos, arrastando o carrinho com a térmica do novo fígado até o centro cirúrgico. O órgão veio de avião de um doador desde o Pronto-Socorro João Paulo II, de Porto Velho.

Uma hora antes, Chico contou que, aos 23 anos, quando descobriu que estava doente, costumava caminhar entre charcos de igarapés secos na região do rio Envira, para caçar e coletar coquinhos de Ouricuri. Presume que foi neste ambiente insalubre que contraiu a doença, potencializada pela aguardente de cana-de-açúcar.

“No verão, formavam aqueles poções de água salobra, empoçada mesmo e eu bebia daquilo muitas vezes. Bebia pinga também. E depois passei a tomar o Interferon. Me lembro de sair doido por aí [por conta do efeito colateral do medicamento]. Aquilo era um inferno”.

“Aí, deixei o Interferon, mas veio a leptospirose, quando quase morri dessa doença do rato com a hepatite. Hoje tô aqui”, conta ele, de aspecto resignado, olhos amarelados, barrigão por acolá – duas características da enfermidade –,  mas sem deixar de lado o sorrisão maior que o mundo.

Há 20 anos, se mudou de Feijó para Rio Branco onde formou família: a filha Cíntia, uma enteada e a mulher, Marlene. Trabalhou como pedreiro nas duas décadas. Hoje, vive da aposentadoria por invalidez, em decorrência do agravo da doença. Essa era a nona vez que Chico tentava o transplante.

Sempre que há um órgão disponível, dois pacientes ficam de prontidão para a cirurgia, mas o que vai definir quem ‘vai para a faca’ é o grau de gravidade deles, além de outros aspectos, ainda que muito menos relevantes como o tamanho do órgão, por exemplo.

Ao som de clássicos como Beethoven, passando por Djavan e Gustavo Lima, as canções da playlist intercalavam com o bip do monitor cardíaco, cadenciando uma áurea de tranquilidade e harmonia sentida na sala de cirurgia. “Vamos levar umas seis a sete horas”, prevê Toledo.

A gestão do governador Gladson Cameli optou por prioridade, em 2019, aos transplantes de órgãos na Fundação Hospitalar do Estado do Acre. Desse modo, no primeiro ano de gestão, foram 25 transplantes de fígado, rim e córnea bem-sucedidos . O último procedimento cirúrgico havia sido concluído na madrugada da segunda-feira, 28 de outubro, tendo se reiniciado em 2020, neste domingo, um marco para o governo acreano.

Do lado de fora, a mistura de satisfação e tensão era visível no rosto da filha Cíntia.

“Agora vou pra casa. Tentar dormir e chegar bem cedinho amanhã pra ver ele bem. Vai dar tudo certo, porque estamos orando a Deus. Tenho certeza que vai”, afirma, mãos suadas, enquanto arruma a bolsa para pegar o ônibus coletivo de volta ao Portal da Amazônia.

  • Com informações da Agência de Notícias do Acre.
Por:
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Sobre

  • Diretora: Midiã de Sá Martins
  • Editor Chefe: Uilian Richard Silva Oliveira

Contato

  • [email protected]

Categorias

  • Polícia
© 2026 Jurua em Tempo. Designed by TupaHost.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc cancelar.