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Prefeito morre e é o primeiro a ser enterrado em nova área de cemitério construída na gestão dele

Por Redação Juruá em Tempo.24 de janeiro de 20205 Minutos de Leitura
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O corpo do prefeito de Bonito de Minas, município do interior de MG, foi o primeiro a ser enterrado na nova área do cemitério municipal, obra da gestão dele. O caso lembrou a história da novela “O Bem-Amado”, de Dias Gomes, exibida pela TV Globo em 1973.

José Pedro Pires da Rocha (PSB), o Zé Galego, tinha 64 anos e morreu na sexta-feira (17) após sofrer um infarto durante uma viagem de Brasília para Bonito de Minas. Ele havia ido à capital para assinar documentos para doação de máquinas ao município, que tem cerca de 11 mil habitantes. O sepultamento aconteceu no domingo (19).

Em “O Bem-Amado”, o prefeito da fictícia cidade de Sucupira, o corrupto Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo), é eleito com a promessa de campanha “Vote em um homem sério e ganhe um cemitério”.

No entanto, Odorico enfrenta dificuldades para inaugurar a obra, já que ninguém morre na cidade, razão pela qual o político passa a criar uma série de situações que resulte na morte de alguém. No fim, quem acaba morrendo é o próprio prefeito, que consegue assim “inaugurar” o cemitério.

Antes mesmo da morte de Zé Galego, moradores de Bonito de Minas chegaram a mencionar coincidência.

“Já haviam falado com ele sobre a novela, mas ele dizia que não acreditava nisso”, conta Miqueias Figueredo (PTB), vereador e amigo do prefeito.

O vereador esclarece que a obra de ampliação era uma reivindicação da população e dos vereadores, já que a parte antiga do cemitério tem mais de 50 anos e não comportava mais túmulos.

“Tivemos vários transtornos, moradores foram enterrar seus entes e havia outras ossadas no lugar. O Zé não era natural daqui e a família não tinha um espaço na parte do cemitério que já existia, por isso, pediram que fosse enterrado na parte nova”, diz Miqueias.

A obra de ampliação do cemitério começou por volta de outubro de 2019 e ainda não tem data para terminar. A Prefeitura precisa construir uma capela e fazer adequações à infraestrutura, como instalação de banheiros e interligação à rede de água e esgoto.

Miqueias lembra também como ocorreu a morte de Zé Galego:

“Ele viajava sozinho de carro e passou mal. Foi até um hospital, onde permaneceu em observação, mas acabou liberado. Em seguida, voltou ao hotel para buscar as malas e continuar a viagem. Passou mal novamente, foi em outra unidade de saúde, infartou e morreu”.

O vereador diz que ele próprio tinha sido convidado por Zé Galego para acompanhá-lo na viagem, mas não pôde ir por razão de compromissos.

De caminhoneiro a prefeito

Ao contrário de Odorico Paraguaçu, político corrupto e cheio de artimanhas, Zé Galego era um “homem correto e honesto”, afirma o vereador Miqueias Figueiredo.

Ele conta que o amigo era natural de Sete Lagoas e chegou ao Norte de Minas Gerais para trabalhar transportando carvão. Tempos depois, tornou-se como taxista na Comunidade de São Sebastião do Catulé. Na época, seguindo conselhos dos passageiros que levava, candidatou-se a vereador, mas não se elegeu.

Nas eleições seguintes, tentou novamente e foi eleito vereador, primeiro cargo político que ocupou. Em 2012, elegeu-se vice-prefeito e voltou a ocupar o cargo após o pleito seguinte.

Zé Galego assumiu a Prefeitura de Bonito de Minas depois que o então ocupante do cargo, José Reis (PHS), afastar-se ao ser eleito deputado estadual, em 2018.

“Eu já fui oposição, mas conheci o trabalho dele e passei a apoiá-lo. Foi um prefeito que conseguiu contornar as dificuldades financeiras do município para pagar salários e outras despesas em dia”, diz Miqueias, sobre o amigo.

“De tanto cuidar dos interesses da população, acabou esquecendo dele e, infelizmente, morreu em virtude de um problema de saúde.”

Um dos filhos de Zé Galego disse ao vereador que o pai tinha passado mal há dois anos e um médico apontou, na época, que ele tinha uma veia com sinais de entupimento.

Novo prefeito

Com a morte de Zé Galego, quem assume a Prefeitura é Dilson Santana (PP), que era presidente da Câmara. Ele já apoiou a administração anterior, mas, após divergências, passou à oposição.

“No fim do ano, eu estive com o Zé e expliquei o porquê de estar no lado contrário, e ele ouviu meus motivos. Éramos opositores, mas de forma respeitosa. A morte dele surpreendeu a todos e causou muita comoção”, afirmou Santana, que diz estar fazendo um levantamento para dar sequência aos trabalhos no município.

Ele afirma que o novo desafio se impôs no momento em que não pensava tentar se reeleger.

“Fui vereador por duas vezes, quando você se candidata a um cargo, assume os desafios e tem que estar preparado para tudo. Mas confesso que não pensava em tentar a reeleição, desanimei com a política, ao perceber que muitos pensam em tirar proveito próprio e não colocam a população em primeiro lugar.”

  • Com informações do G1 Minas.
Por:
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