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Conheça a história de Dani, o super-herói que venceu o vilão do câncer

Por Redação Juruá em Tempo.5 de fevereiro de 20204 Minutos de Leitura
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O que existe em comum entre o Capitão América e Daniel Batista, de 10 anos, é a forma séria com que os dois encaram a vida. O primeiro, mesmo sem padrão de soldado, encarou o desafio de entrar para o Exército e servir ao seu país da melhor maneira possível. O segundo, além de ser fã do primeiro, fez caminho idêntico, não se abatendo diante do impossível, o de vencer um câncer de rim quando todas as probabilidades de superação diziam: – Não!

Aos quatro anos, seus pais descobriram um raro tipo de doença, denominada Tumor de Wilms, muito mais maligno que o Caveira Vermelha, um dos dez inimigos do Capitão América, mas não imbatível para o menino Dani. A doença origina-se no rim. É do tipo de tumor renal mais comum na infância e pode acometer apenas um ou ambos os rins.

Enfrentar as diversas situações na sua jornada de soldado do bem foi o que fez ele, com a ajuda do pai, o servidor público Carlos Vinícius D’anzicourt Batista e a mãe, a enfermeira Deugiane Batista.

Enquanto Steve Rogers, o nome de batismo do Capitão América, se sujeitou a participar de um experimento para a criação de supercombatentes, o pequeno Dani foi para as sessões de quimioterapia. A ideia era ficar forte, não tão rapidamente como prometia o soro especial criado pelo Dr. Josef Reinstein, mas em doses vagarosas de antibióticos antitumorais e outras drogas que fariam do garoto um verdadeiro super herói.

E aí veio o segundo baque a abalar Daniel. Como a Víbora, da história do Capitão América, que retornou de uma explosão – quando tinha sido dada como morta –, para atormentar Steve Rogers, a aplasia de medula óssea, quando acontece a falência do órgão, que deixa de produzir células sanguíneas, era agora o seu principal inimigo.

“Na última quimioterapia, no dia 28 de novembro de 2015, a medula dele simplesmente não retornou mais. O médico falou: – Pai, agora arruinou. A quimioterapia causou a morte da medula”, relembra D’anzicourt Batista.

Quando isso acontece, a medula deixa de produzir as células sanguíneas, em função do mau funcionamento da própria medula óssea. Desse modo, os níveis das células no sangue caem e surgem sintomas como palidez e cansaço causados por anemia e sangramento e infecções graves que colocam a pessoa sob risco de morrer.

Mas foi aí que um milagre aconteceu. Como no filme do super-herói favorito de Dani, uma carta na manga do autor da história, nesse caso o “autor da vida”, restabeleceu-lhe a saúde. “Foi um milagre, não tenho dúvidas”, narra a mãe, Deugiane Batista, ainda emocionada ao lembrar da situação.

No dia 28 de dezembro do mesmo ano, portanto, um mês depois da última sessão de quimioterapia e no dia do seu aniversário de cinco anos de idade, Daniel Batista ganhou um presente: o retorno inexplicável da medula óssea.

“Me recordo de ter tido um pressentimento. Coisa de pai mesmo e da fé na cura do meu filho. Pedi para que fosse realizado novo hemograma. Estava sentindo que tinha alguma coisa de diferente. De que iríamos ter uma reviravolta”, conta.

“Fizemos o exame de sangue e viram que a medula estava funcionando de novo, e aí, esse médico que era especialista de medula, chegou a falar: isso só pode ser um milagre”.

O diálogo

  • E aí, doutor, quanto que está a medula dele?
  • Pai, está produzindo normal.
  • O senhor falou que era impossível…
  • Se existe milagre, pai, esse daí foi um.

Dani venceu. Hoje está mais saudável do que nunca, para espanto dos médicos que até hoje buscam entender o seu caso.  Com o amor da família, surpreendeu a todos, desafiando o impossível e superando limites, inclusive os próprios, como todo super herói que se preze.

Por:
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  • Diretora: Midiã de Sá Martins
  • Editor Chefe: Uilian Richard Silva Oliveira

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