Após a operação da Polícia Federal que prendeu cinco servidores da Prefeitura de Cruzeiro do Sul, o vereador Antônio Cosmo (MDB) solicitou, nesta terça-feira, 18, um requerimento solicitando a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a legalidade dos valores pagos pela prefeitura à Fundação Cultural e de Comunicação Valença (FCCV).
Segundo o documento, depois da rescisão contratual com a ONG CBCN, a empresa teria utilizado o mesmo “modus operandi” da empresa investigada pela PF.
“É notório que nós, vereadores, somos fiscal da população. Por isso, temos a obrigação de fiscalizar o Executivo. Os repasses para essa fundação já ultrapassam os R$ 6 milhões. Quero saber o objetivo desses repasses volumosos e o tipo de gastos dessa instituição”.
Apesar da proposta, o vereador não sabe informar quais os serviços prestados pela fundação. “Parece que foi instalada para que os funcionários públicos provisórios possam ser cedidos para a instituição, e prestar serviço para a prefeitura de Cruzeiro do Sul. E esse é o nosso questionamento”.

