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À espera de auxílio, mães solo driblam fome acordando mais tarde

Por Redação Juruá em Tempo.7 de abril de 20205 Minutos de Leitura
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Faz duas semanas que Paula Renata dos Santos, 30, e seus quatro filhos acordam mais tarde. É que já está faltando dinheiro até para o pão, e o jeito é pular direto para o almoço, ao 12h. Nas duas refeições que a família tem feito por dia, o cardápio se repete: arroz, feijão e ovo.

Desempregada e vivendo de bicos, ela é uma das mães solo que aguardam o auxílio emergencial de R$ 1.200 do governo federal para colocar comida na mesa.”Se não morrer do vírus, morre de fome”, diz Paula, cuja conta bancária está a zero e que está descrente do prazo para liberação do dinheiro. “Essa demora não me espanta, nunca consegui ajuda do governo.”

Segundo o Planalto, será liberado nesta terça-feira (7) um aplicativo para que os trabalhadores informais se inscrevam para ter direito ao auxílio emergencial. A intenção é que os valores sejam pagos antes da Páscoa.

De acordo com a lei, pode receber o auxílio quem não tem emprego formal ou é MEI (microempreendedor individual), não recebe benefício do INSS ou seguro-desemprego e tenha renda familiar, por pessoa, de até meio salário mínimo ou renda mensal familiar de até três salários mínimos.

As mães que são chefes de família recebem cota dobrada e terão direito a até R$ 1.200 por mês. O benefício será pago por três meses.Paula mora na favela do Nove, que fica na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo. Lá, ao menos 270 famílias perderam tudo no início de fevereiro, quando uma enchente deixou a capital debaixo d’água.

Ainda tentando se recuperar dos estragos da chuva, muitas mães solo não conseguem mais trabalhar devido à pandemia. E é difícil achar quem esteja cumprindo à risca a orientação de ficar em casa, de quarentena.

Eliane dos Santos, 25, passa o dia sentada em uma cadeira de plástico com a filha de seis meses no colo em um dos becos da favela. Quando questionada sobre se não tem medo de se infectar com o novo vírus, ela mostra onde vive. O barraco minúsculo mal acomoda a cama de casal, a geladeira, o fogão, um guarda-roupas mínimo e uma cômoda. Não tem janela.

“Não dá pra ficar lá o dia todo, não tem ventilação, é apertado. Saio para fora confiando em Deus”, diz ela, que não trabalha e ganha R$ 178 do Bolsa Família. “Tá faltando a mistura, coisa de higiene, fralda, roupinha pro neném, que essas já estão ficando apertadas.”

Com três filhos, Rafaela dos Santos, 36, recebia R$ 500 por mês para trabalhar num salão como manicure. Como não tinha carteira assinada, ficou sem renda desde que o estabelecimento foi obrigado a fechar com a quarentena determinada pelo governo do estado.

Ela abre a cesta básica que acabou de receber e que vai alimentar a família nas próximas semanas. Tem arroz, feijão, farinha, farofa, macarrão, óleo, molho de tomate, açúcar, leite, ervilha, café e sardinha. “Também tenho essa salsicha enlatada. A gente vai se virando como dá, né?”, diz.A escola onde a filha estuda, que é parte de um projeto social, também enviou itens de limpeza: álcool em gel, desinfetante, detergente.

Rafaela, como outras mulheres, não sabe como se cadastrar para receber o auxílio emergencial. “É do SUS [o aplicativo]?”, pergunta.

Até o mês passado, Grazielle Cristina Beraldo, 34, recebia da prefeitura um auxílio-aluguel, de R$ 400, mas o benefício foi cortado. Ela, que tem sete filhos, com idades entre 6 meses e 12 anos, também não recebe o Bolsa Família.

A casa de um cômodo na favela do Nove custa R$ 500 por mês. “O pai de uma das crianças me ajuda como pode, mas ele é caminhoneiro e às vezes não consegue”, conta ela, que vez ou outra junta e vende latinhas para comprar itens mais baratos, como pão.

“Quer que eu seja sincera? Não tenho esperança [de receber o auxílio do governo]. E se for pra pegar [o coronavírus], todo mundo aqui vai pegar. Não tem pra onde correr.”

Por enquanto, na favela do Nove há casos suspeitos, mas nenhum confirmado.

Antes da pandemia, Flavia Dourado, 37, estava em busca de emprego e chegou a fazer dois processos seletivos. Como não conseguiu trabalho, não tem de onde tirar dinheiro para manter a casa com os filhos de 13 e 5 anos, na Vila Fundão, no Capão Redondo, zona sul da capital paulista.”Uma mãe chefe de família é mais difícil, né? E criança em casa sem fazer nada só come, é desesperador. Estou tentando segurar para a peteca não cair. Eles pedem danone, bolacha, e não posso dar”, conta Flavia. “Quem pode, estoca. Mas e quem não pode?”

Os três estão vivendo com a ajuda de amigos e doações de cestas básicas. “Mas não vem uma fruta, não vem papel higiênico, sabão em pó.”O aluguel de R$ 900 vence em poucos dias e ela só tem R$ 280. “É o dinheiro para comer. Não sei ainda como vou fazer para não ser despejada.” Sobre o auxílio do governo, diz: “Só acredito vendo”.

Na casa de Aluzinalda Oliveira dos Santos, 61, na favela Parque Jocelia II, na periferia de Salvador, “tá faltando já é tudo” para ela e os dois filhos, de 20 e 24 anos.Diarista, ela ganhava R$ 500 por mês, mas agora ela está “dentro de casa, proibida de sair na rua”, já que é parte do grupo de risco da Covid-19. Os filhos também não trabalham.

“Quando isso começou, já era ruim, mas agora o negócio pegou mesmo”, conta ela, que está comendo com a ajuda de vizinhos, “que dão o que pode, porque também não são ricos”. “É 1kg de arroz, de feijão, de farinha.”

O que recebe do Bolsa Família, usa para pagar o aluguel, de R$ 200. “Se eu deixar o aluguel, vão me botar para fora. Vou morar aonde? Tem que entregar na mão do Senhor. Quem tem fé em Deus não cai.”

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