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Nas últimas semanas, cerca de 2 mil pessoas chegaram a Cruzeiro do Sul e são monitoradas pela Saúde

Os acessos às cidades do interior do Acre não foram bloqueados por conta da Covid-19 e isso tem gerado preocupação nos moradores de Cruzeiro do Sul. Até este sábado (4), 46 pessoas foram diagnosticadas com a doença no estado. Os casos são de Rio Branco, Acrelândia e Porto Acre.

E, com medo de que os moradores sejam contaminados pelo novo vírus, a Secretaria Municipal de Saúde de Cruzeiro do Sul, juntamente com outros órgãos de segurança, estão fazendo barreiras nas estradas e rios para fiscalizar e orientar as pessoas que estão chegando na cidade.

Nas últimas semanas, a secretaria disse que cerca de duas mil pessoas chegaram na cidade. O transporte de passageiros aos municípios de Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Ipixuna (AM) foi suspenso.

Todas as pessoas que deram entrada na cidade de outras regiões do estado e do país são acompanhadas pela Saúde. Mesmo sem casos confirmados da doença, ação fiscaliza e orienta quem chega ou sai da cidade.

“Apresentando sintomas ou não, estamos monitorando elas por sete dias com ligações telefônicas. Já identificamos sinais de gripe, teve pessoas que estamos monitorando, que coletou para o exame de Covid-19. Quando nós identificamos isso, automaticamente tomamos as devidas medidas do Ministério da Saúde e começamos a monitorar o isolamento e como vai se comportar esses sintomas”, explica a secretária de saúde da cidade, Juliana Pereira.

Barreiras

As barreiras nas estradas da cidade são uma das medidas tomadas para poder ter esse controle de entrada e saída. Na BR-364, o Exército faz o controle de veículos. Ao passar, as pessoas que seguem viagem de outras regiões, preenchem um cadastro.

“A gente está fazendo esse trabalho de conscientização e orientação com os cuidados que devem ter com relação ao coronavírus, o que podem ou não fazer. As pessoas que são de Rio Branco, Tarauacá, Feijó, Sena Madureira e umas pessoas de São Paulo, a gente pega o nome, preenche a ficha de cadastro dele, vê a temperatura, faz orientações e no final do dia passamos para à ouvidoria”, explica o educador físico Alekson Candida.

No posto de fiscalização clínico epidemiológico trabalham profissionais de saúde do Sest/Senat. Eles também orientam os indígenas que saem das aldeias que ficam ao longo da BR-364 para irem até Cruzeiro do Sul.

“A orientação é que fiquem em casa, que tomem os cuidados, que evitem ao máximo sair das aldeias e que só venham em casos de extrema necessidade”, explica Jarnéria Alenca, servidora da Sesai.

Os caminhoneiros fazem parte do público-alvo que precisa receber essa orientação. Eles também recebem kits de higienização.

“Estamos entregando kits de higienização, que é um sabonete para ele sempre higienizar as mãos, que é muito importante até mais do que o próprio álcool em gel”, destaca o técnico de educação do Sest/Senat Nnatan Silva.

A comerciante Maria Costa diz que a ação é importante, uma vez que as estradas não foram fechadas e que diariamente chegam centenas de pessoas na cidade do interior do estado.

“Dizem que tem barreiras nas estradas, mas eles [passageiros] acabam chegando e não obedecem. Essa semana ocorreu de vir uma pessoa no meu comércio e ela disse que estava conhecendo [a cidade], disse que estava de quarentena, que era de São Paulo e estava conhecendo, ficamos com medo, porque as pessoas não obedecem de ficar em casa, ficam circulando”, contou.

Com informações do Portal G1.

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