O mundo tem vivido um caos em meio a uma pandemia do novo coronavírus. Milhares de pessoas já morreram em diversos países. No Brasil, as mortes se aproximam de 300. No Acre, já foram confirmados 43 casos do novo coronavírus.
E apesar de Cruzeiro do Sul não registrar nenhum caso até o momento, toda a população que cumpre quarentena está sendo bombardeada de informações, que muitas vezes causam pânico e medo.
O que coloca em jogo a saúde de toda a população, não somente por causa da possível circulação do vírus na cidade. Por isso, a reportagem conversou com o neuropsicólogo, Antônio Mota, sobre como lidar com essa situação de isolamento social.
Mota começa explicando que a construção histórica e cultural brasileira é social, por isso, o grande impacto quando precisamos manter o distanciamento social.
“Quando somos restritos ou levados ao não convívio social nós temos uma ruptura de vida. E aí, todo o nosso processo de regulação interna começa a ter transformações. Medo, insegurança, tristeza, começam a aflorar num pico muito maior que o normal, e é aí que surgem problemas psicológicos e que começam a paralisar nossas atividades”.
Mas como evitar que esses sentimentos negativos causem sintomas, muitas vezes, físicos? O clínico explica que as pessoas precisam de pontos de apoio, que são as atividades prazerosas que causem sensação de bem-estar.
“Meditação, alimentação equilibrada, atividades físicas, algo ligado a espiritualidade. São estratégias que a gente pode recorrer para se sentir bem, porque elas [estratégias] vão combater essas emoções negativas que se afloram nessa situação. A nossa maior preocupação é de sermos contaminados sem sermos infectados. A invasão dentro do nosso campo psicológico tem sido a maior dificuldade nessa historia de pandemia”.
E mais, além da sensação de prazer e bem-estar, essas atividades também melhoram o sistema imunológico por causa das transmissões neuroquímicas, como a dpopamina e serotonina, explica o neuropsicólogo.
“Priorizar a saúde mental nesse momento é muito importante. Nós precisamos cada vez mais ter empatia, senso de coletividade e de solidariedade e, principalmente, não sair de casa, seguir as recomendações da OMS”.

