Após um profundo silêncio, o presidente da Câmara Municipal de Rodrigues Alves, vereador Francisco Jardson, mais conhecido como Curinga, se pronunciou sobre sua expulsão do Partido dos Trabalhadores (PT).
Segundo o parlamentar, de sua parte, nunca houve traição. Entretanto, muitos membros do PT não o trataram como merecia e lhe excluíam de reuniões e eventos. “Tenho respeito e gratidão ao ex-prefeito Burica, assim como acredito que ele tenha por mim. Eu fiz campanha e o apoiei, bem como a seu candidato. Mas, não conseguimos mais vencer. Assim como afirmam que ele ajudou a me eleger, também posso afirmar que o ajudei. Na política, as coisas funcionam assim. Eu tenho amigos dentro do PT, assim como tenho amigos no PP, MDB, PCdoB e todos os outros partidos”, endossou Curinga.
Curinga enfatiza ainda que sempre foi fiel ao PT. “Durante todos os anos que estive no PT, fui fiel e nunca me valorizaram. Não era convidado para participar de reuniões da Executiva Municipal, as decisões jamais passavam por mim. Aliás, nem ouviam minha opinião. Eu que sempre corri atrás de estar próximo das liderança do partido, mas chega uma hora que cansa”, destacou, se referindo a sua saída.
O vereador finalizou afirmando que não estava ciente da sua expulsão é que ficou sabendo pela imprensa após retornar de uma viagem que fazia para zona rural do município. “Eu não sabia que isso iria ocorrer, estava na zona rural quando soube pela imprensa da minha expulsão. Não me chamaram para nenhuma conversa, decidiram é pronto. Mas não guardo mágoa nem rancor do que fizeram”, finalizou Curinga.

