A acrena Naliny Arantes, de 32 anos, participa de um concurso nacional de miss cadeirante. O evento ocorre de forma virtual e as candidatas enviam as fotos, que são publicadas nas redes sociais do concurso e a eleição é feita por meio de curtidas, comentários e compartilhamentos.
As inscrições do concurso devem encerrar nesta terça-feira (5) e o anúncio da grande vencedora vai ser dia 30 de junho e também vai contar com votos de 40 jurados, que também vão fazer a votação on-line por meio de vídeos publicados nas páginas do concurso. Com a soma dos pontos vai ser eleita a miss cadeirante de 2020.
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A servidora pública Naliny é cadeirante há mais de 10 anos em decorrência de uma doença neuromuscular, que reduz as forças dos nervos e faz com que ela não consiga ficar em pé. E agora ela está em um concurso que já conta com a participação de mais de 150 mulheres cadeirantes de todo país.
“Fiquei sabendo do concurso através de um amigo que mora em Jaguaré, no Espírito Santo. Ele escolheu as minhas fotos e pediu que eu enviasse. Fiquei na dúvida se queria participar ou não, mas estou aí para representar o nosso estado neste concurso”, conta.
A servidora pública diz que nunca participou de concursos de beleza e esta é a primeira vez que concorre nesse tipo de competição. E agora, com a oportunidade, ela diz que o mais importante é participar.
“Gosto muito de usar a frase da fotógrafa Kica de Cas afirmando que a ‘deficiência física não é sinônimo de estagnação do indivíduo, mas sim uma oportunidade para este fazer novas descobertas’”, acrescenta.
A candidata já conta com mais de 380 curtidas na página do Facebook e mais de 180 compartilhamentos até o final da tarde desta segunda-feira (4).
E é justamente esse o objetivo do concurso que já está na quarta edição neste ano. A organizadora Luciane Rufino conta como vai ser a coração da vencedora.
“A menina, se não for do Rio de Janeiro, vai receber por sedex, a coroa, a faixa, a caixa de presentes de maquiagens, o vestido de uma grife que só faz roupa para pessoa com deficiência. Mas, todas elas vão receber o certificado. Porque deixo bem claro que miss é aquela que acorda de manhã, tendo uma deficiência, se olha no espelho e se acha linda”, conclui.
História de vida
Parte da história de Naliny já foi conta no G1 em 2013. Formada em jornalismo, ela virou destaque quando a reportagem contou a história do pai dela, José Alcione Bezerra, mais conhecido como ‘Seu Bezerra’, que acompanhou a filha durante todo o período do curso na Universidade Federal do Acre.
Os dois eram inseparáveis e Naliny chegou a dizer que se espelhava no pai: “Um pai, um amigo, um enviado de Deus para cuidar de mim nesse mundo tão cheio de preconceito e pessoas egoístas. Ele nem imagina o quanto é importante pra mim” contou na época.
Com informações do Portal G1.

