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Decisão de Lewandowski STF manda divulgar resultado dos testes de coronavírus de Bolsonaro

Por Redação Juruá em Tempo.13 de maio de 2020Updated:13 de maio de 20204 Minutos de Leitura
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O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (13) tornar públicos os resultados dos exames do presidente Jair Bolsonaro para a covid-19, doença causada pelo coronavírus.

“Determino a juntada aos autos eletrônicos de todos os laudos e documentos entregues pela União em meu Gabinete, aos quais se dará ampla publicidade”, afirmou o ministro.

Segundo o ministro Ricardo Lewandowski, a União, “ao submeter os laudos dos exames a que se sujeitou o presidente da República, para a eventual detecção da Covid-19, cumpriu o que determinou a primeira instância. Por esse motivo, a ação perdeu o objeto.

“Em face do exposto, entendo que não mais subsiste o interesse de agir da reclamante, porquanto a matéria por ela posta em debate restou ultrapassada, razão pela qual julgo prejudicada a presente ação pela perda superveniente de seu objeto”, afirmou.

O jornal ingressou no STF na segunda-feira (11) para suspender a determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, na última sexta-feira (8), derrubou as decisões do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) e da Justiça Federal de São Paulo que obrigavam o presidente Jair Bolsonaro a entregar os resultados.

Na sua decisão, o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), João Otávio Noronha, atendeu a um recurso da Advocacia-Geral da União que alegou que, ainda que se trate de informações acerca de agente público, não se pode afastar completamente os direitos à intimidade e à privacidade do ocupante de cargo público.

Os laudos dos exames haviam sido entregues pela AGU ao Supremo na noite da terça. Ainda restava a Lewandowski determinar se o jornal teria ou não acesso aos exames.

Bolsonaro fez exames para a covid-19 e tem afirmado que testou negativo. O presidente, no entanto, vinha se recusando a mostrar os exames.

Dias antes da última decisão do STJ, o jornal conseguiu na Justiça ter acesso aos laudos. Inicialmente, a juíza federal Ana Lúcia Petri Betto, da 14ª Vara Cível Federal de São Paulo, considerou que o relatório médico de Bolsonaro apresentado pela AGU “não atendia de forma integral à determinação judicial” que determinou a entrega dos laudos dos exames do presidente para a Covid-19. A Justiça Federal de São Paulo determinou na semana passada que o governo entregasse os exames em 48 horas.

O governo recorreu ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região para derrubar a ordem. Na quarta-feira (6), o desembargador André Nabarrete decidiu manter a obrigação de Bolsonaro entregar “os laudos de todos os exames”. Nabarrete determinou que a ordem deveria ser cumprida com a entrega dos exames em si – e não de relatórios médicos, como foi feito inicialmente pela AGU.

O desembargador afirmou que, dada a importância do cargo que ocupa para todos os brasileiros e das consequências que contatos pessoais podem provocar, é de sumo interesse público que os cidadãos conheçam as condições médicas do presidente.

Exames de Bolsonaro entregues ao STF deram negativo para coronavírus, atestam laudos

Laudos recebidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e tornados públicos nesta quarta-feira (13) atestam que o presidente Jair Bolsonaro teve resultado negativo nos exames para o novo coronavírus.

Os documentos só foram divulgados após o jornal “O Estado de S. Paulo” entrar na Justiça pedindo acesso. Os laudos foram registrados com nomes falsos, por questão de segurança. O CPF e a data de nascimento nos papéis são, de fato, de Bolsonaro.

Antes, o presidente já tinha anunciado os resultados negativos em redes sociais, mas se recusava a mostrar os laudos em si.

“Para a realização dos exames foram utilizados no cadastro junto ao laboratório conveniado Sabin os nomes fictícios Airton Guedes e Rafael Augusto Alves da Costa Ferraz, sendo preservados todos dados pessoais de registro civil junto aos órgãos oficiais”, afirma o ofício do Comandante Logístico do Hospital das Forças Armadas, Rui Yutaka Matsuda.

Fonte: G1.

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