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Forças armadas iniciam operação contra desmatamento ilegal e queimadas no Acre

Por Redação Juruá em Tempo.13 de maio de 20204 Minutos de Leitura
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No intuito de combater desmatamento ilegal, grilagem de terras e descumprimento de decisões judiciais no período de queimadas no Acre, alguns órgãos deram início, nesta quarta-feira (13), a operação Amazônia Legal.

As ações são feitas pela Polícia Federal (PF) em conjunto com o Exército Brasileiro, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema).

No último dia 7 de maio, o presidente Jair Bolsonaro havia autorizado, o envio de tropas das Forças Armadas para combater focos de incêndio e desmatamento ilegal na chamada Amazônia Legal, que engloba os estados de Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão.

Com o início das ações vão ser realizadas operações contínuas de fiscalização em terras de interesse federal, com o objetivo de combater o avanço de crimes ambientais nestas áreas.

Em nota, o Comando de Fronteira no Acre/ 4º Batalhão de Infantaria de Selva lançou nota dizendo que ações, desta vez, têm uma motivação preventiva.

“Tais ações serão realizadas pelo 4º BIS, dentro de sua área de responsabilidade, juntamente com os órgãos e agências, tomando por base o Decreto Presidencial Nº 10.341, de 06 de maio de 2020, que autorizou o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), para ações subsidiárias nas áreas de fronteira, nas unidades federais de conservação ambiental e em outras áreas dos estados da Amazônia Legal que requererem ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais e levantamento de focos de incêndio”, diz a nota.

Conforme for sendo desenvolvidas as ações, reuniões entre os órgãos envolvidos devem estudar as estratégias usadas.

Dados Sema

A diretora executiva da Sema, Vera Reis Brown, disse que no estado, contando os primeiros meses deste ano, já foram detectados mais 1,7 mil hectares de áreas desmatadas no estado, por isso, a urgência da operação neste período.

No acumulado dos primeiros meses do ano de 2019, no estado, foi registrado o desmatamento de 666 hectares. Com os dados comparados no mesmo período de 2020, já foram 1.784 hectares devastados em todo Acre. Os dados são até esta quarta-feira (13), conforme informações emitidas pela plataforma do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“Isso representa mais de 200% em relação ao período passado e aí a gente vai verificar que os municípios que mais têm alerta este ano são Tarauacá, Brasileia, Xapuri, Acrelândia e Feijó”, disse Vera.

As maiores áreas afetadas são projetos de assentamentos (29%), propriedades particulares (26%) e unidades de conservação (23%). Sendo que o Parque Ambiental Chico Mendes tem a situação mais crítica com pelo menos 50 hectares de áreas desmatadas só dentro da reserva, informou a diretora.

“Nós já elaboramos um plano de trabalho integrado . Esse plano tem ações em todas as áreas críticas do estado, principalmente nas áreas de conservação ambiental. Todo estado vai ser contemplado com estas ações que vão ser bastante severas porque há uma preocupação muito grande por parte do governador por causa da situação da pandemia do novo coronavírus”, acrescentou.

Além disso, os focos de queimadas também estão apresentando um crescimento rápido no estado. Até esta quarta, foram registrados no satélite 35 focos no estado.

“Este ano, as pessoas estão queimando mais cedo. Ocorreram queimadas em períodos ainda com chuva e, depois que acontece uma friagem, a tendência é piorar porque fica mais seca a umidade relativa do ar e a floresta queima fácil”, pontuou.

Os municípios mais críticos em relação aos focos de queimadas considerando de 1º de janeiro a 13 de maio, são Brasileia, Xapuri, Cruzeiro do Sul e Rio Branco, lideram estes focos.

Campanha de prevenção

Na última semana, o governo do Acre também confirmou que a campanha de combate e prevenção ao desmatamento ilegal e queimadas no Acre vai ser colocada em prática já neste mês de maio. Normalmente a campanha é iniciada em agosto.

A antecipação é para evitar fumaça no ar durante a pandemia da Covid-19. A preocupação é que os pacientes infectados ou com sintomas da doença piorem com a qualidade do ar ruim.

G1

Por:
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