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Internauta denuncia que casos de dengue estão sendo tratados como Covid-19

Por Redação Juruá em Tempo. 17/05/2020 08:15 Atualizado em 18/05/2020 17:22
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“A irresponsabilidade de um médico com CRM quase matou meu irmão”. O desabafo é de Gleice Bezerra que acusa um médico de negligência em Cruzeiro do Sul.

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Segundo Gleice, seu irmão procurou uma unidade básica de saúde na última segunda-feira, 12, com sintomas como febre alta, dores no corpo, diarreia, dentre outros.

“O médico mesmo não sabendo a doença do meu irmão, já o diagnosticou com Covid-19 e receitou tamiflu, loratadina e azitromicina. Depois das primeiras doses, ele começou a piorar. Tudo o que ele estava sentindo aumentou do dia para a noite. Foram apenas dois dias e meio tomando essa medicação”.

Gleice conta que o quadro de saúde do seu irmão piorou com as medicações e agravou sintomas como falta de ar e aperto no peito.  “Ouvindo a voz dele cansada e ofegante, pedi que suspendesse a Cloroquina o mais rápido possível”.

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Sem entender a situação, Gleice buscou ajuda e conseguiu que o irmão fizesse o teste de Covid-19, que deu negativo. Ele também fez o exame para dengue e testou positivo. Todos os receituários e resultados de exames foram publicados juntos com o seu desabafo.

“Resumindo, estavam tratando a Covid-19, com a medicação da malária, mas a doença era outra, a dengue. Iam matar um pai de família, trabalhador e muito do bem”, desabafou.

Leia na íntegra:

URGENTE: CASOS DE DENGUE ESTÃO SENDO TRATADOS COMO COVID-19 EM CRUZEIRO DO SUL

A irresponsabilidade de um “médico” com CRM quase matou meu irmão

Tudo começou no domingo dia, 10, quando o maninho passou a sentir febre e dores pelo corpo. Na terça-feira,12, pela manhã, a febre chegou a 40 graus e sintomas como: dores nas costas, nas articulações, e diarreias eram suas “companheiras” fiéis.

Preocupada com ele, pedi que ele fosse no posto de atendimento da Avenida 25 de agosto. Chegando lá, foi atendido por um mau caráter ( desses que só trabalham pelo salário e consultam sem olhar na cara do paciente ), o qual foi logo dizendo que não tinha mais testes rápidos, exceto para a saúde e para os pacientes da zona de risco. Mesmo não sabendo a doença do meu irmão,  já o diagnosticou com Covid-19 e receitou tamiflu, loratadina é azitromicina, como vocês podem vê abaixo ( receituário do dia 12?).

Depois das primeiras doses, ele começou a piorar. Tudo o que ele estava sentindo aumentou do dia para a noite. Foram apenas dois dias e meio tomando a cloroquina e eritromicina. Na quinta-feira, ele já não estava conseguindo nem falar muito tempo no celular. Começou a ficar cansado, com falta de ar, fraco e aperto no peito.

Ontem, pela manhã, liguei para ele. Ouvindo a voz dele cansada e ofegante, pedi que suspendesse a Cloroquina o mais rápido possível. Hoje, bem cedo, liguei para a minha cunhada. Perguntei como ele tinha passado a noite. Ela me disse que ele não tinha dormido nada, porque tinha muita dificuldade para respirar, cansaço e fraco.

Entrei em desespero interno, afinal, como que um homem de 29 anos, saudável, que não tem doenças crônicas, foi jogador de futebol ( jogou no Nauas), poderia está naquela situação assim tão rápido? ?? Mexi meus “pauzinhos”?, pedi que ele fosse na UPA o mais rápido possível, pois assim seria mais fácil para ser atendido e encaminhado ao HRJ.

Tudo o que nós mais temíamos estava acontecendo e não podíamos se quer dar um abraço nele. Pior ainda era ter que dizer para a mãe, que é hipertensa e tem depressão, que o maninho não estava atendendo porque estava trabalhando muito e chegando em casa tarde e cansado.

Retomando o assunto, quando ele foi atendido hoje, pela manhã, na UPA, fez o teste rápido e deu negativo. Fez o teste para dengue e deu positivo como vcs podem vê abaixo. Eles também fizeram a sorologia ( a contraprova, que sairá daqui uns dias).

Resumindo, estavam tratando a covid-19, com a medicação da malária, mas a doença era outra, a dengue. ??? Iam matar um pai de família, trabalhador e muito do bem.??

Quero agradecer a empresa CONSTRUACRE, onde ele trabalha, pelo suporte que foi nos dado quando pedi socorro a Larissa Cameli, uma pessoa de Deus, e ao Giliarde, enfermeiro por excelência e cunhado dele pela ajuda. Gratidão ?. Deus esteja conosco! Deus é bom o tempo todo!?

Cortei o nome do médico e o seu “carimbo “ assassino da receita por uma questão de ética, mas a vontade era e é de dar um soco ? na cara desse vagabundo.

Espero, sinceramente, que esse ordinário seja punido.

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