Seca no Acre pode ser a mais severa dos últimos 15 anos

Segundo os órgãos de Meio Ambiente do governo do Estado, o Acre pode enfrentar a seca mais severa, dos últimos 15 anos. Na capital acreana, o Rio Acre concentra pouca água, medindo nesta quinta-feira, 25, apenas 2,51 metros.

No período de secas, são registradas um número elevado de queimadas e com a pandemia, o cenário é bem preocupante. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente está traçando estratégias de atuação.

Luiz Alves, meteorologista do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), e Ana Paula Cunha, do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), apontam que muito provavelmente haverá uma seca severa, mas não de forma prolongada, por conta de uma influência do fenômeno La Niña.

“A seca será severa, já estamos observando um índice muito abaixo da cota do Rio Acre. Mas, de acordo com os modelos estudados, as chuvas devem ficar dentro da sua normalidade, com temperaturas dentro da normalidade. Estão previstos também eventos de friagem que devem acontecer com certa frequência”, afirmou Luiz.

A pesquisadora Ana Paula destacou os impactos da seca em áreas potencialmente agro produtivas. “O Acre já entrou na estação seca com uma deficiência muito grande nas reservas hídricas. É importante lembrar que a situação demora um pouco para regularizar”.