Altos preços, longa fila de espera e risco de fiscalização dificultam aquisição de medicamentos, testes e insumos por prefeitos e governadores

Se mesmo os grandes centros urbanos do país têm passado por dificuldades devido ao aumento e demora na entrega dos medicamentos, não seria diferente nos municípios acreanos, em especial no interior.

Parte da dificuldade de governadores e prefeitos se deve às condições impostas pelas indústrias que fornecem tais insumos: os preços estão inflacionados, algumas delas passaram a exigir o pagamento à vista e há uma longa fila de espera para receber a mercadoria comprada.

Com a maior pressão dos órgãos fiscalizatórios, os gestores estaduais ou municipais têm de optar entre comprar dentro das novas condições impostas pelos fornecedores e correr o risco de sofrerem investigações dos órgãos de fiscalização, ou simplesmente, deixar faltar insumos nas unidades.

Desde o início da pandemia, ainda em março, as unidades hospitalares em todo país têm relatado a dificuldade na aquisição de medicamentos, testes, insumos e equipamentos para o combate à doença.

A pandemia tornou a importação mais cara e demorada, com alguns produtos levando até 30 dias ou mais para chegar aos municípios.

Houve redução da atividade aérea e o grande número de navios de cargas parados nos portos têm atrasado o fornecimento de material e causa preocupação na área, segundo relatos colhidos junto a importadores, entidades hospitalares e ao Instituto Butantã, que produz vacinas.

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