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segunda-feira, julho 22, 2024

Em Cruzeiro do Sul, fisioterapeuta linha de frente no combate ao Covid-19 testa positivo

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Não é preciso ir muito longe para ver pessoas circulando livremente nas ruas de Cruzeiro do Sul. A impressão é de que a pandemia de Covid-19 passou. Mas todo cuidado é pouco.

Segundo o fisioterapeuta Candido Neto, que trabalha na UTI Covid do Hospital do Juruá, o município se aproxima do pico da pandemia.

“Acredito que estamos próximo ao nosso pico, ou até mesmo nele, mas não estamos em redução de casos, não podemos maneirar. Não sei te dizer a porcentagem exata, tendo em vista as altas, óbitos e entradas diárias, mas, estamos sempre próximos do colapso”.

O profissional relata sobre a impressão que tem ao circular pelas ruas: “O que tenho visto são alguns descuidos, aglomerações, pessoas sem o uso de máscara. A cidade voltou quase ao que era na pré-pandemia, eu sei o que estou vivenciando dentro do universo da Covid, e estou com o vírus, assintomático, o que é ainda mais perigoso, porque espalha sem sequer apresentar um sintoma. Estou me isolando o máximo, sem visitar familiares, moro sozinho, tenho essa vantagem de não transmitir para ninguém em casa”.

O fisioterapeuta faz um alerta para a população se atentar os sintomas da doença. “O período do vírus em manifestação inflamatória leva em torno de 15 a 20 dias. De todos os sintomas acredito que o mais preocupante é o desconforto respiratório. É uma doença muito silenciosa, maltrata o pulmão aos poucos, mas drasticamente. Então, nos primeiros sinais de dificuldade pra respirar, procure atendimento hospitalar e se o sintoma for leve, se isolar ao máximo”.

E finaliza com um recado para a população de Cruzeiro do Sul: “São tempos difíceis, estamos em meio ao nosso pico, olhem as estatísticas, as mortes diárias, ficou normal ler ‘mais mortes por Covid’”.

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