Ao lado de Pedro Valério, Rocha se filia ao PSL de olho nas eleições de 2020

Nem parece que o PSL passou por uma verdadeira turbulência nos últimos dias. Na noite desta quinta-feira, 2, mais uma demonstração do tanto que a política é dinâmica e muda da noite para o dia. Muitos dos que criticaram a chegada de Major Rocha ao partido, hoje discursaram, desejando boas-vindas do vice-governador acreano, inclusive Pedro Valério, presidente estadual da sigla no Acre, que acusou o vice de golpe. No final, na foto oficial, Valério fez até “arminha” ao lado da nova aquisição.

Nas negociações de mudança no partido no Acre foram coordenadas deputado federal Júnior Bozzela (PSL/SP). Para selar a paz e ser recebido com aplausos, Rocha e Pedro Valério chegaram a um entendimento que mantém a executiva sob a direção dos atuais dirigentes e o grupo do vice-governador ficará com a executiva municipal.

Assim, Valério comanda o partido ao nível de Estado, mantendo as candidaturas já pré-definidas no interior e, Rocha no município de Rio Branco, onde poderá cumprir o seu grande objetivo, que é de apoiar a candidatura do tucano Minoru Kinpara, apesar de ele negar.

Em seu discurso, Rocha procurou aparar todas as arestas com os novos companheiros de partido e tentou deixar claro que não vai fazer do PSL um trampolim para fortalecer as candidaturas do PSDB.

“Acho que por falta de habilidade minha, deu toda essa confusão. Não estou no PSL com interesse de ser presidente do partido, vim para somar, para ajudar o estado e o país. Quero deixar bem claro que não vou para a campanha do PSDB, agora eu dou PSL”, afirmou.

O vice-governador acreano afirmou que o namoro com a sigla é antigo. “Não foi ontem que surgiu meu interesse pelo PSL. Tive desgastes dentro do PSDB contra a turma que queria que o partido fizesse parte do governo Temer, como chegou a acontecer, eu pedi a expulsão do Aécio Neves. Por isso, procurei um partido que tivesse afinidade, que tivesse os mesmos ideais”.

Em outro ponto de seu discurso como mais novo filiado do PSL, Rocha garantiu que se Gladson não for candidato à reeleição, vai para disputa. “Tenho uma relação muito boa com o governador. Se ele não for candidato, eu vou para a reeleição. Vamos tornar o PSL um partido ainda mais forte”.

Também foi destacada o papel do deputado federal Júnior Bozzela (PSL/SP) que veio ao Acre para pacificar o partido.

Houve questionamento nas redes sociais. Muita gente observou e condenou o fato de praticamente ninguém está usando máscaras durante o evento.

Fonte: AC24horas.