Bittar critica ‘conservação radical da Amazônia’ e diz que deve ser explorada

Por Márcio Bittar

A região Amazônica é muito importante para ter seu destino ditado por ecologistas radicais, ongs, organizações internacionais, financistas, cientistas ou alguns setores da economia iludidos e submissos. É território rico e majestoso, que abriga gente valente e pioneira. Os habitantes da região querem desenvolvimento, clamam por explorar racionalmente seus recursos naturais e querem se livrar da pobreza. Não podemos condenar mais de 20 milhões de brasileiros à miséria em nome da conservação radical do meio ambiente.

Estudos e prospecções revelam que a região possuiu em valores de recursos naturais 23 trilhões de dólares, sendo 15 trilhões em recursos minerais metálicos, não metálicos e energéticos e oito trilhões na superfície, com a biodiversidade.

Ideias estapafúrdias de que não devemos expandir o agronegócio na região, de que não podemos usufruir dos minérios, do petróleo e do gás existente na Amazônia são, por assim dizer, barreiras ideológicas estrangeiras ao nosso desenvolvimento. Estamos abrindo mão da geração de riquezas na Amazônia em prol dos ditames de nações que devastaram seus territórios e ficaram ricas. Não há uma só regra ecológica inventada por elas que deva ser seguida bovinamente pelos brasileiros.

Nossas autoridades precisam mostrar somente a verdade nua e crua: a floresta amazônica brasileira é uma das mais preservadas do planeta e está praticamente intocada. O país preserva quase 90% da floresta e 66% de sua flora nativa. Com tal currículo, deve ter altivez em todas as suas negociações internacionais. Não deve aceitar sem argumentar a ideia tresloucada de que não cuidamos adequadamente de nossos recursos e do meio ambiente. A floresta é do Brasil e está praticamente intacta por nossa causa: os amazônicos que a preservaram.

Temos três grandes gargalos a serem superados para haver o justo desenvolvimento racional de um território repleto de recursos naturais cobiçados por todo o mundo. O primeiro grande gargalo é a mentalidade hegemônica anticapitalista derivada do conservacionismo ambiental ideológico.

O segundo gargalo é a recorrente postura política de vassalos de nossas autoridades diante das regras ecológicas draconianas vindas de organismos internacionais e de nações com interesses comercias concorrentes.

O terceiro é nosso atávico espírito de colonizados. Aceitamos candidamente ideias, propagandas e modelos estrangeiros. Os resultados estão sendo muito ruins para o crescimento da nação. Aceitamos que eles planejem o que devemos fazer com a nossa Amazônia. Vergonhoso!

Precisamos tomar a decisão de ajudar a desenvolver a região. Devemos investir em infraestrutura logística, conjugar ferrovia, hidrovia e rodovias, em função dos eixos produtivos e das saídas possíveis de mercadorias e das riquezas do subsolo. Sem meios modernos para escoar produção não haverá desenvolvimento. Necessitamos de energia barata, desburocratização e nos livrar de leis, decretos e portarias que impedem ou atrasam nossos empreendimentos. Precisamos de agronegócio, industrias, serviços, tecnologias e variadas formas de produzir e vender.

Ocupar mais ainda a Amazônia e explorar os recursos naturais, transformando-os em riquezas, seria completar o projeto nacional; dar concretude à integração nacional. A Amazônia é uma bandeira política de esperança, geração de riquezas e bem-estar.