Rio Branco, Acre, 2 de março de 2021

Acre registra aumento de 400% nos crimes de feminicídio durante a pandemia e medidas protetivas caem, diz Fórum

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

Pouco a comemorar no dia em que a Lei Maria da Penha completa 14 anos de sanção

Um novo levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e divulgado no final de julho, aponta que o Acre segue entre os estados mais violentos para as mulheres. O estudo mostrou que o número de feminicídio de março a maio deste ano em relação ao mesmo período de 2019 teve um aumento de 400%. Em 2019, foi registrado um caso de feminicídio no período. Este ano registram-se 5 casos. Em março tivemos dois casos, contra 1 caso de março de 2019. Já abril registramos mais 2 casos e maio 1 caso de feminicídio.

Quando o assunto é homicídio doloso, com vítimas do sexo feminino, o Acre também aparece em um cenário ruim. Foram 9 mulheres mortas pela violência urbana, motivada na sua maioria pelo tráfico de drogas e a disputa por território pelas facções criminosas. Em 2019, de março a maio, foram 5 mulheres vítimas fatais da violência. Um aumento de 80%, ficando apenas atrás do Ceará, com 94 mulheres mortas em 2020 (de março a maio) e 46 vítimas no mesmo período de 2019, uma variação de 104,3%.

Medidas protetivas

Especificamente a respeito das medidas protetivas, criadas pela Lei Maria da Penha, o Fórum mostra que “o Acre apresentou uma redução no de 30,7% na concessão de medidas do período acumulado, indo de 434 medidas concedidas entre março e maio de 2019 para 289 em 2020”.

Os pesquisadores dizem que “o objetivo do estudo é compreender como a pandemia tem afetado a vida de mulheres em situação de violência doméstica e familiar”. E acrescentam que tem se observado que, “mês após mês, uma redução em uma série de crimes contra as mulheres em diversos estados – indicativo de que as mulheres estão encontrando mais dificuldades em denunciar a(s) violência(s) sofridas neste período. A única exceção é o tipo mais grave de violência: a violência letal”.

Os dados de feminicídios, homicídios dolosos, lesão corporal dolosa, estupro e estupro de vulnerável e ameaça foram coletados em 12 unidades da Federação: Acre, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo. Essas unidades da Federação foram selecionadas para coleta de dados por conta de sua rapidez e transparência na compilação e divulgação de estatísticas sobre violência contra a mulher.

Leia também

Receba nossas novidades

Av. Getúlio Vargas n. 22 – Salas 7 e 8 – Centro – Cruzeiro do Sul AC.