Rio Branco, Acre, 28 de setembro de 2020

Alertas na Amazônia indicam 2º maior desmatamento para agosto em 5 anos

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A Amazônia Legal teve uma área de 1.359 km² sob alerta de desmatamento em agosto, a segunda maior em cinco anos, mostram dados desta sexta-feira (11) do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia. A área com alertas é cerca de 300 km² maior que a de Belém (PA). Já o Cerrado teve 189 km² de área sob alerta, o menor número desde 2018.

Os alertas foram feitos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²), tanto para áreas totalmente desmatadas como para aquelas em processo de degradação florestal (exploração de madeira, mineração, queimadas e outras).

O sistema aponta áreas com marcas de devastação que precisam ser fiscalizadas pelo Ibama, e não as taxas oficiais de desmatamento.

“Em agosto de 2020, foram 1.359km², a segunda maior marca para o mês desde o início da série histórica, porém 21% menor do que em 2019, quando tivemos a marca máxima para o mês, 1.714 km²”, disse, em nota, Rômulo Batista, porta-voz de Amazônia do Greenpeace.

A Amazônia Legal corresponde a 59% do território brasileiro, e engloba a área de 8 estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e parte do Maranhão. A maior parte da área desmatada da floresta em agosto foi no Pará.

Os municípios que mais desmataram foram:

  1. Porto Velho: 96,79 km²
  2. São Félix do Xingu (PA): 73,31 km²
  3. Altamira (PA): 72,69 km²
  4. Lábrea (AM): 57,99 km²
  5. Novo Progresso (PA): 40,94 km²
  6. Itaituba (PA): 40,53 km²
  7. Colniza (MT): 35,14 km²
  8. Pacajá (PA): 25,15 km²
  9. Cujubim (RO): 24,73 km²
  10. Portel (PA): 24,55 km²

Temporada

Incêndios na Amazônia: Moradora olha enquanto fogo se aproxima de sua casa perto de Porto Velho, no dia 16 de agosto. — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Agosto marca o início da temporada de medições de desmatamento nos biomas brasileiros; as medições são feitas até julho do ano seguinte. Desta forma, é possível detectar o acumulado de destruição da Amazônia levando em conta os ciclos de chuva e seca e de desmatamento e queimadas.

O monitoramento do Deter para a temporada 2019-2020 mostrou cerca de 35% de aumento na área em risco da Amazônia em relação ao ano anterior. (Inicialmente, os dados apontavam 9.205 km² de desmatamento; depois, foram atualizados para 9.216 km²).

No Cerrado, a temporada de 2019-20 registrou uma queda no desmatamento em comparação ao ano anterior, de cerca de 32%: foram 4.138 km² desmatados contra 6.049 km² em 2018-19. Em 2017-18, o número ficou em 4.763 km².

Por causa da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e da resolução espacial (tamanho mínimo da área imageada pelo sensor), o Inpe não recomenda comparar dados de meses e anos diferentes.

Fonte: G1.

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