Rio Branco, Acre, 21 de outubro de 2020

Em Rio Branco, voluntários retiram lixo de praias da APA Lago do Amapá

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No Dia Mundial da Limpeza, celebrado neste sábado, 19, um grupo de oito voluntários se mobilizou para fazer um mutirão de limpeza em praias e trilhas na Área de Proteção Ambiental (APA) Lago do Amapá. Em apenas três horas, estudantes universitários e um professor do curso de Biologia da Universidade Federal do Acre (Ufac) coletaram aproximadamente cem quilos de resíduos sólidos deixados nas praias do Rio Acre e espalhados na natureza em uma área de 12 hectares.

O grupo contou com o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), na doação de sacos plásticos, luvas e no transporte para deslocamento até o local.

De acordo com Isaac de Oliveira, mobilizador do grupo, um colega motivou a ação. “Fiquei encantado com a proposta do Dia Mundial da Limpeza e já que somos incentivados a todo instante a consumir, então, porque não ‘consumir’ também o lixo que produzimos em vez de querer que a mãe natureza o faça por nós?”, argumentou.

“Além dos benefícios que traremos a nós mesmos com tal ação, futuras gerações também tomarão proveito desta pequena atitude: descartar corretamente seu lixo. Mobilizamos os colegas da Biologia para esse movimento incrível, que, ao mesmo tempo em que nos desperta para a conscientização da preservação do ecossistema, constrói em nós hábitos ecológicos totalmente responsáveis”, completou Isaac.

A APA Lago do Amapá é administrada pela Sema. Mirna Caniso, gestora daquela unidade de conservação (UC), acompanhou o mutirão de limpeza. “A participação de voluntários em ações como esta despertam a importância da participação cidadã e chamam a atenção para a necessidade de empatia com a natureza e com outras pessoas que desfrutam do bem comum, no caso, as praias do rio Acre e as trilhas ecológicas, de forma a perpetuar a beleza natural e sua conservação. Essa atitude da juventude nos dá mais esperança e ânimo para seguir nosso trabalho”.

Morador da área, Cosmo Lopes de Freitas ressaltou que chegou a proibir o acesso de visitantes à praia, devido à falta de conscientização. “Os banhistas deixam todo tipo de lixo no local; garrafas pets, de vidro e alumínio são os tipos mais comuns”.

Todos os protocolos de segurança foram usados na atividade, como luvas, máscaras e álcool gel.

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