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Arquitetura alemã, farinha, ladeiras e belos balneários: conheça mais sobre Cruzeiro do Sul e seus 116 anos

Por Redação Juruá em Tempo.28 de setembro de 20205 Minutos de Leitura
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A imponente Catedral de Nossa Senhora da Glória, bem no Centro da cidade, revela como a arquitetura da cidade tem fortes características alemãs. Há 116 anos, em 28 de setembro de 1904, Cruzeiro do Sul, a segunda maior cidade do Acre, foi fundada pelo militar Gregório Thaumaturgo de Azevedo, conhecido por Marechal Thaumaturgo.

Na época, um desfile cívico, discursos de seringalistas e de outras personalidades marcaram a fundação. A tradição é mantida até hoje, mas, este ano, precisou ser modificada durante a pandemia. Mesmo assim, a programação contou com lives de artistas locais e um evento que ocorreu em frente à Catedral da padroeira da cidade. Mas, o tradicional desfile não foi feito.

A cidade de quase 80 mil habitantes conta sua história nas curvas. Conhecida pelas ladeiras, resultado do choque entre placas tectônicas, é em Cruzeiro do Sul que concentram pontos turísticos, como o Croa, Igarapé Preto e a Catedral Nossa Senhora da Glória, que também é palco de um dos maiores novenários da região Norte.

Ela também está entre as cidades dentro do Parque Nacional da Serra do Divisor. Atualmente, o ecoturismo, principalmente no Croa, tem chamado atenção até de quem é do estado, mas ainda não conhecia a cidade.

Nesta segunda-feira (28), os cruzeirenses estão em festa. É feriado municipal para comemorar os 116 anos da cidade.

Catedral Nossa Senhora da Glória construída por padres alemães  — Foto: Vanísia Nery/G1

Fundação

Marechal Thaumaturgo possuía autorização para comprar terras e fundar uma cidade, então comprou a área de Antônio Marques de Menezes. Há relatos de que o militar nunca pagou o preço cobrado pelas terras. Ele começou a planejar a cidade, que só saiu do papel na década de 70.

Instituto Santa Terezinha, em Cruzeiro do Sul, mantém mesma arquitetura  — Foto: Genival Moura/G1

Arquitetura alemã

O município se desenvolveu pela influência direta de missionários alemães da Igreja Católica. Os religiosos chegaram a partir de 1935 e superaram o isolamento da região do Alto Juruá para construir dezenas de prédios com arquitetura alemã que integram a estrutura da igreja.

Com uma cidade pouco habitada na década de 30, os alemães tiveram espaço e oportunidade para erguer as construções da igreja em terrenos planos, mas além da visão religiosa tinham ideias turísticas para o futuro. Aproveitaram o relevo ‘acidentado’ de Cruzeiro do Sul para construir no alto dos morros.

Segunda maior cidade é conhecida por suas ladeiras e morros íngremes  — Foto: Anny Barbosa/G1

‘Cidade das ladeiras’

Ladeira do Bode, Ladeira da Remela, Morro dos Quibes e estrada Tiro ao Alvo. Não é à toa que Cruzeiro do Sul é conhecida como a cidade das ladeiras. Com um revelo que difere do restante dos municípios acreanos, a cidade foi se desenvolvendo em meio aos altos e baixos e chama a atenção com ladeiras que ultrapassam os 10 metros de altura.

Algumas de suas ladeiras foram batizadas com nomes inusitados pelos próprios moradores. Um dos morros mais altos de Cruzeiro do Sul é o Morro da Glória, localizado na região central. O nome é uma homenagem à padroeira Nossa Senhora da Glória, que teve a primeira igreja construída no alto do morro por arquitetos alemães, na década de 1930.

Rio Croa é conhecido pelo 'tapete verde' — Foto: Tácita Muniz/G1

Croa

O Rio Croa tem sido o queridinhos nos últimos anos. Fotos em seu “tapete verde” viralizam cada vez mais na internet. No passeio, as pessoas pagam os barqueiros, que as levam para percorrer o rio, tirar fotos e, quem optar, também pode ficar em uma das pensões no local, acampar ou só aproveitar a culinária regional em um dos restaurantes que existe às margens do rio.

Turistas ingleses, italianos, americanos, japoneses, alemães e de outras partes do mundo são figurinhas fáceis de serem encontradas no local. Já os brasileiros descobriram o Croa apenas no começo de 2015.

Serra do divisor

Com mais de 837.555 hectares, o Parque Nacional da Serra do Divisor abranges as cidades de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter. É um dos locais mais preservados e que tem uma fauna e flora ricas. Este ano, um projeto de lei que quer tirar a proteção integral da área gerou polêmica. Foi lá também que um morador encontrou a primeira caverna no Acre.

Igarapé Preto

Quem chega em Cruzeiro do Sul já se depara com o famoso igarapé de águas pretas. O Igarapé preto é figurinha carimbada! Você pode nunca ter ido na cidade, mas vai ouvir falar dele. Os mais antigos ainda lembram do Seu Madruga, dono de um bar que ficava logo acima. Agora, o espaço começa a ser revitalizado, uma vitória para todos os cruzeirenses e turistas que se refrescam nas água geladas do balneário.

Farinha de Cruzeiro do Sul é famosa pela qualidade — Foto: Francisco Rocha/G1

Farinha: patrimônio cultural

Impossível ir até Cruzeiro do Sul e não voltar com um saco de farinha na bagagem. Um dos produtos mais famosos do Acre e que dá o nome de um dos festivais mais movimentados da Região do Juruá, a farinha de Cruzeiro do Sul tornou-se patrimônio cultural do estado por meio de um decreto assinado pelo governador Gladson Cameli no ano passado.

Em 2017, a tradicional farinha de Cruzeiro do Sul, base da economia da cidade, conseguiu adquirir o selo de indicação geográfica pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).

Biscoito de goma também é um dos produtos mais conhecidos do Juruá  — Foto: Vanísia Nery/G1

Biscoito de goma

A matéria-prima utilizada para a fabricação dos biscoitos é a goma extraída da mandioca. O biscoito hoje é um dos principais produtos da cidade também. Figurinha presente em todos os mercados municipais, ele agrada o gosto dos turistas e de quem mora na cidade. As cooperativas, por um tempo, ganharam força, mas também sofreram dificuldades.

 

  • Por Tácita Muniz, G1 AC — Rio Branco.

 

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