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Setembro amarelo: Neuropsicóloga dá dicas de como reconhecer sinais autodestrutivos

O mês de setembro é marcado como o mês de prevenção ao suicídio. Um mês que lembramos a importância de falar sobre suicídio. Para esclarecer algumas dúvidas, o Juruá em Tempo entrevistou a neuropsicóloga, Nayara Silva Ribeiro.

JT: De onde veio a Campanha Setembro Amarelo?

Nayara: “Essa campanha começou depois de uma história que aconteceu nos Estados Unidos. Em uma família, um garoto chamado Mike, de 17 anos, que gostava muito da área da mecânica e certa vez ele pintou um mustang na sua cor favorita: amarelo. Certo dia, ele entrou no carro, parou em frente sua casa e deu um tiro na cabeça. Todos os familiares ficaram apavorados, surpresos, porque ele era um garoto muito querido. No dia do velório, todas as pessoas tinham fita e um cartão com a seguinte mensagem: Se você precisa de ajuda, peça ajuda. E isso se espalhou pelo mundo e Brasil”.

JT: O que leva uma pessoa cometer o suicídio?

Nayara: “São pensamentos perturbadores de altíssimo nível de negatividade e que levam a esse comportamento. Não tem como falar de suicídio, sem falar de depressão. Pessoas que cometem esse tipo de ato estão em um nível de depressão elevado, que chamamos de transtorno depressivo maior”.

JT: Como identificar um comportamento suicida?

Nayara: “Podemos identificar pela fala da pessoa. Quando ela diz: Eu não aguento mais, eu quero fugir, minha vida não tem mais sentido. Então, nós temos que prestar atenção e identificar essas frases que dizem muito sobre o quadro depressivo dessas pessoas. Não dá para dissociar um quadro suicida da depressão, tudo está muito ligado”.

JT: Como é possível ajudar uma pessoa com comportamentos suicidas?

Nayara: “Deixo a mesma frase da história de Mike: Se você precisa de ajuda, peça ajuda, e da maneira mais rápida possível. As únicas pessoas que pode ajudar de forma fidedigna somos nós psicólogos e os médicos. Na cidade, temos o Caps e nas unidades básicas de saúde porque tem profissionais da área. Para quem não tem formação é só usar três dicas: Acolher, ouvir e encaminhar para o serviço de saúde”.

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