Rio Branco, Acre, 28 de novembro de 2020

Caminhões com mais de 166 mil quilos de excesso são autuados na BR-364 durante operação

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Por Redação Juruá Em Tempo.
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Trinta e oito caminhões foram autuados na BR-364 por transportarem mais de 166 mil quilos de excesso de carga, durante a Operação Excesso de Peso, entre os municípios de Sena Madureira e Manoel Urbano, no interior do Acre.

A operação ocorreu entre a segunda-feira (16) e o sábado (21), em conjunto entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Durante a semana, foram fiscalizados 59 veículos. Destes, 38 estavam com excesso de peso bruto total (PBT) e 23 autos foram autuados.

O Dnit informou que o veículo fiscalizado que apresentou o maior sobrepeso estava com mais de 24 mil quilos excedentes, quando a capacidade dele era de 50 mil quilos e o PBT total era de 74,2 mil quilos. A autuação foi de mais de R$ 11 mil.

“Mas, no PBT, ele foi autuado só em 21 mil quilos em razão da tolerância que existe de 5% que a legislação prevê, além do peso exigido, a tolerância que os transportadores podem ter. Então, eles só são multados se ultrapassar os 5%”, informou o superintendente do Dnit, Carlos Moraes.

As normas do Dnit, apontam que os caminhões leves podem transportar até 16 toneladas. Já o caminhão trucado até 26 toneladas, caminhão com reboque até 33 toneladas. O maior, com 9 eixos, até 74 toneladas que é o limite máximo.

Moraes disse ainda que a maioria das autuações ocorreram com o transporte do setor madeireiro.

O objetivo da operação é garantir que os veículos de carga não excedam os limites legais de cargas na BR. O excesso de peso nos veículos causa diversos problemas tanto para os caminhões, para as vias e para os demais viajantes. No caso das rodovias, o carregamento maior que o suportado nos caminhões contribui para o desgaste no solo, que acelera a degradação da pista e contribui para o surgimento de buracos, rachaduras e desnivelamentos, segundo informou a PRF.

Já para os veículos, o sobrepeso contribui para o desgaste de pneus, freio, suspensão e da própria estrutura física dos veículos. Inclusive, a má distribuição de carga por eixo pode ser um fator que colabore para o tombamento dos próprios caminhões, entre outros.

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