Rio Branco, Acre, 17 de janeiro de 2021

“Meu organismo pede”, diz doador de sangue que fez de um momento difícil uma rotina para o bem

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Por Redação Juruá Em Tempo.
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

Sérgio Brazil Júnior, professor de Matemática, atualmente é um dos doadores de sangue empenhados em ajudar o próximo do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre (Hemoacre). A vida, a rotina e as visões de Sérgio mudaram em 2016, quando o filho Samuel Vasconcelos, que na época tinha apenas 4 anos, foi diagnosticado com leucemia linfoide aguda.

A doença afeta os glóbulos brancos, que atuam na defesa do organismo, e acomete principalmente crianças. Ao descobrir que o pequeno Samuel estava com a doença, a rotina do pai mudou completamente, desde a quebra de tabus a uma vida mais saudável.

Então, no auge da preocupação para com o filho, Sérgio Brazil fez uma promessa: “Se meu filho ficar curado, a partir de hoje eu doarei sangue para o resto da minha vida”.

O pedido foi atendido. “Logo no início eu comecei a doar sangue de dois em dois meses, aí uma vez fui doar e a enfermeira me alertou dizendo que eu não poderia doar assim com tanta frequência, porque poderia me ocasionar problemas”, relatou Sérgio Brasil.

“Se meu filho ficar curado, a partir de hoje eu doarei sangue para o resto da minha vida”, foi a promessa do pai de Samuel, Sérgio Brazil Foto: Junior Aguiar/Sesacre

Não satisfeito, e com medo da resposta da médica, pois o pai já havia tomando gosto em doar sangue, fazer o bem e salvar vidas, ele perguntou quantas vezes ele poderia realizar a ação.

“A médica me respondeu que eu poderia doar de três em três, que seria o tempo para o meu organismo se recuperar. E desde 2016 eu venho fazendo isso. Recentemente também passei a doar plaquetas”, contou Sérgio Brazil.

“Me sinto bem com isso, meu organismo pede”

É aquela sensação de que ajudei, e sem nada em troca, sabe? É um questão de solidariedade”, destaca Sérgio Foto: Junior Aguiar/Sesacre

Brazil conta que fica mais feliz em ajudar o próximo e que, quando chega o período próximo para a doação, ele já sente.“É aquela sensação de que ajudei, e sem nada em troca, sabe? É um questão de solidariedade. Quem passou por uma situação como a nossa sabe, e a gente acaba presenciando também outras situações”, destacou.

As outras situações às quais ele se refere, tratam-se das crianças da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia do Acre (Unacon).

“As crianças ficam debilitadas, elas perdem plaquetas, precisam de sangue constante. Ele completa ainda: “E não só elas, outras pessoas que também passam por dificuldades e precisam de sangue”, destacou Sérgio.

“Se eu soubesse que era tão bom doar sangue, eu teria feito antes”

“É um presente para quem precisa”, enfatiza Sérgio Brazil Júnior Foto: Junior Aguiar/Sesacre

Para Sérgio, a atitude já é um rotina que não pode deixar de ser feita. “Já está programado para eu doar agora em dezembro, no dia 24. É um presente para quem precisa”, enfatizou.

O doador se programa para que suas doações sejam realizadas sempre em períodos em que ocorre a necessidade de um estoque maior: “Desde 2018, sempre no Natal e perto do Carnaval, que são datas que precisam bastante”, destacou.

Sempre que o Hemoacre precisa, Sérgio Brazil Júnior está a postos. “Quando precisa de plaquetas a equipe do Hemoacre me liga e eu já vou lá”, e ele diz, ainda: “Não doei medula porque ainda não me ligaram, mas no dia que me ligarem eu vou com o maior prazer”, salientou.

Leia também

Receba nossas novidades

Av. Rodrigues Alves 60 – Centro – Cruzeiro do Sul AC.