Rio Branco, Acre, 17 de janeiro de 2021

Primeira Igreja Batista de CZS divulga história sobre o Dia de Ação de Graças

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Redação Juruá Em Tempo
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Em setembro de 1620 um pequeno navio por nome “Mayflower” (flor de maio) saiu da Inglaterra com 102 passageiros. Todos eles estavam fugindo da opressão religiosa e falta de liberdade do Velho Mundo (europa). O destino era o Novo Mundo na América do Norte. Eles esperavam recomeçar as suas vidas com liberdade de culto e liberdade pessoal. A viagem levou 66 dias penosos. Estes corajosos aventureiros receberam o apelido de “Pilgrims” (peregrinos).

Quando finalmente ancoram em Cape Cod (aproximadamente 300Km ao norte de onde é hoje a cidade de Nova York) o inverno, sempre rigoroso do hemisfério norte, já estava iniciando. Passaram aquele primeiro inverno ainda a bordo do navio. Quando finalmente chegou a primavera, a metade dos 102 passageiros havia morrido de frio, fome e doenças.

Quando puderam finalmente sair em terra firme para ver a sua nova “terra prometida” foram saudado por um nativo da tribo Abenaki. A saudação, para surpresa deles, era em inglês! Dias depois ele voltou trazendo um outro nativo da tribo Pawtuxet, por nome Squanto. Este índio tinha sido raptado por um outro grupo de ingleses escraveiros, mas tinha conseguido fugir e voltar a sua terra natal. Daí a explicação de alguns dos índios conhecerem um pouco de inglês.

Squanto ensinou os Pilgrims a plantar milho, pescar e como evitar plantas venenosas. Squanto também foi quem possibilitou uma aliança entre os peregrinos e a maior tribo local, os Wampanoag. Esta harmonia entre os recém chegados e os nativos durou mais de 50 anos sem atritos e foi um exemplo de como era possível a cooperação e integração de duas culturas tão diferentes.

No outono de 1621, mais precisamente no mês de novembro, os colonos fizeram a sua primeira colheita. O governador William Bradford convocou o seu povo, os nativos Wampanoag, inclusive o chefe da tribo, Massassoit, para uma festa de comemoração de graças pelas bênçãos recebidas.

No outono de 1621, mais precisamente no mês de novembro, os colonos fizeram a sua primeira colheita. O governador William Bradford convocou o seu povo, os nativos Wampanoag, inclusive o chefe da tribo, Massassoit, para uma festa de comemoração de graças pelas bênçãos recebidas.

Voltaram com 5 veados. No entanto, não há nos registros desta primeira festa perus assados. Também devido a escassez de açucar e trigo, os bolos e tortas não estavam na mesa. O peru assado, bolos e tortas que hoje são simbólicos desta festa de ação de graças, simplesmente não estavam na mesa dos sobreviventes e nativos naquela primeira ceia. Naquela mesa havia carne de caça, peixes e pães de milho. Estas iguarias davam motivo suficiente para celebrar e dar graças a Deus.

Nos anos seguintes esta ceia transformou-se em tradição. As outras colônias também adotaram a prática.

Mais tarde, durante a revolução americana, o primeiro presidente chamou a nação para um dia especial de agradecimento a Deus pelo sucesso da independência conquistada e a nova constituição. Ele e o congresso fizeram a primeira aclamação oficial e nacional em 1789. Outros presidentes continuaram esta tradição e assim a primeira festa dos peregrinos Puritanos se integrou na tradição da nova nação.

A festa ficou bem estabelecida no norte do país, mas ainda nem tanto no sul. Um século depois da independência uma senhora por nome Sarah Josepha Hale, escritora e editora de revista, iniciou uma campanha para que o dia de ação de graças se tornasse um feriado nacional e oficial. Ela escreveu centenas de cartas a governadores, senadores e presidentes. Finalmente no auge da guerra civil americana o presidente Abraham Lincoln atendeu e em 1863 promulgou um dia nacional de ação de graças para a última quinta feira de novembro.

Assim continuou até on ano de 1939. Neste ano, ainda no meio da Grande Depressão, o presidente Franklin Roosevelt tentou empurrar a festa para uma semana mais tarde. O manobra dele era puramente comercial. Ele tinha esperança que mudando a data poderia aumentar as vendas de fim de ano. A resistência à sua manobra foi forte e em 1941 ele foi forçado a assinar um decreto produzido pelo congresso estabelecendo que o dia definitivo de Ação de Graças seria celebrado na quarta quinta feira de novembro de cada ano. Mais tarde esta mesma data foi sendo adotada por outras nações e povos e se tornou assim uma festa universal.

O embaixador brasileiro Joaquim Nabuco, participando, em Washington, da celebração do Dia Nacional de Ação de Graças, falou em tom profético: “Eu quisera que toda a humanidade se unisse, num mesmo dia, para um universal agradecimento a Deus”. Estas palavras moveram consciências no Brasil.

No governo do Presidente Eurico Gaspar Dutra, o Congresso Nacional aprovou a Lei 781, que consagrava a última quinta-feira do mês de novembro como o Dia Nacional de Ação de Graças.

Porém, em 1966, o Marechal Humberto Castelo Branco modificou esta Lei, dizendo que não a última, mas a quarta quinta-feira do mês de novembro seria o Dia Nacional de Ação de Graças, para coincidir com esta celebração em outros países.

Sim, aquelas palavras de Joaquim Nabuco, grande estadista brasileiro, encontraram eco em muitos corações. Hoje, são muitas as comunidades que, como num grande coro universal de gratidão a Deus, celebram nacionalmente o Dia de Ação de Graças, na quarta quinta-feira de novembro.

Até hoje a festa é simples. Consiste em reunir família e amigos ao redor de uma mesa farta para comemorar entre comidas e testemunhos as bênçãos do nosso bom Deus. A idéia central é reconhecer que tudo que somos e tudo que temos, devemos a Deus. Temos como molde para esta celebração o Salmo 100.

Boas festas para todos. Agradeçam ao Senhor.

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