Rio Branco, Acre, 18 de janeiro de 2021

Após Telexfree, empresa Xland Investiment é investigada por suspeita de pirâmide financeira no Acre

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Por Redação Juruá Em Tempo.
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A 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) abriu inquérito civil para apurar a legalidade da atuação da empresa Xland Investiment no estado. Uma denúncia feita ao órgão público garante que a empresa estaria atraindo consumidores/investidores, por meio de investimento financeiro no mercado de criptomoedas, sob a promessa de rentabilizar e entregar aos clientes lucros satisfatórios advindos das altas variações do mercado de ativos digitais de forma fácil, segura e descomplicada.

Segundo divulgado pelo MPAC, o documento aponta o Parecer n.º 00316/2020/GJU – 4/PFECVM/PGF/AGU, oriundo da Gerência Jurídica da Procuradoria Federal Especializada Junto à Comissão de Valores Mobiliários, por meio do qual ficou constatado que o “esquema empreendido pela empresa investigada implica potencialmente na perspectiva de lesão a um número indeterminado de pessoas, dadas as suas características, comumente associadas aos chamados esquemas de pirâmide, e abrangência que a divulgação de suas ofertas irregulares de supostos investimentos alcança através das redes sociais”.

A promotora de Justiça Alessandra Garcia Marques argumenta que é “clarividente a promessa enganosa e arriscada de lucro fácil” e alerta sobre os riscos de prejuízos econômicos aos quais estão sujeitos os consumidores em pirâmides financeiras.

“As pirâmides financeiras consistem uma manobra não sustentável que paga valores a pessoas pelo recrutamento de outras pessoas para o esquema, fazendo uso, em alguns casos, de oferta secundária de produto ou serviço para falsear a atividade de captação de recursos financeiros. Tais pirâmides propiciam lucros a alguns poucos e prejuízos à maioria, sobretudo quando começam a ruir em razão da necessidade não suprida de aumentar a base de pessoas que delas participam”, ressalta a promotora na peça.

Um ofício também fora encaminhado ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) da Secretaria Nacional do Consumidor (SENACON), para verificar se houve prática de infração administrativa pela empresa sob investigação. O órgão pediu que fosse solicitado aos possíveis responsáveis pelo negócio investigado mais informações sobre o modelo de negócio.

Fonte: MPAC

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