Rio Branco, Acre, 18 de janeiro de 2021

Eduardo Bolsonaro publica foto com arma de fogo no gabinete presidencial

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Com informações Notícias ao minuto
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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) publicou em suas redes sociais fotografia em que carrega uma arma de fogo no gabinete presidencial.

O retrato, segundo assessores palacianos, foi feito nesta quinta-feira (3), durante visita ao Palácio do Planalto dos quatro filhos mais velhos do presidente.

Na imagem, é possível ver a arma de fogo na cintura do parlamentar, que era escrivão da Polícia Federal e é defensor da flexibilização da posse e porte de armas de fogo​ no país.

O porte de armas por visitantes do Palácio do Planalto não é comum. O artefato costuma ser carregado na sede administrativa apenas por seguranças da Presidência da República.

O transporte de armamento nas instalações presidenciais é regulado por uma norma que passou por revisão neste ano. Ela estabelece que “é proibido o porte, transporte, guarda ou manuseio de qualquer tipo de arma de fogo” por parte de “qualquer acessante”, exceto os agentes públicos da Secretaria de Segurança Presidencial.

A medida ressalta ainda que visitantes “cujo porte de arma é característico da função, se autorizados a entrar, devem deixar o armamento na recepção”.

A iniciativa, no entanto, prevê o que chama de “situações excepcionais”, que devem ser submetidas ao secretário de segurança presidencial.

Para assessores palacianos, o transporte de arma de fogo pelo filho do presidente se enquadra nessa categoria.

Não é a primeira vez que Eduardo divulga fotografia armado. No ano passado, ele também carregava uma pistola em visita ao pai, que se recuperava de cirurgia em um hospital da capital paulista.

O filho de Bolsonaro também posou com uma arma de fogo, no ano passado, ao lado do apresentador Silvio Santos, dono do SBT, após gravação de um programa nos estúdios da emissora televisiva.

Em 2014, Eduardo causou polêmica ao ter carregado arma de fogo durante protesto contra a então presidente Dilma Rousseff.
​Na época, ele disse que portou a pistola como medida de proteção, já que poderia haver infiltrados na multidão.

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