Rio Branco, Acre, 4 de março de 2021

Auxílio emergencial será pago em 2021? Pode ser prorrogado? Entenda a situação

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Por Redação Juruá Em Tempo.
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Embora a pandemia de coronavírus não tenha data para acabar, o auxílio emergencial tem. Oficialmente, o governo afirma que o principal e mais caro programa para combater a crise de 2020 termina em dezembro, com alguns saques residuais até 27 de janeiro. Mas isso não significa que as coisas não podem mudar.

O próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a prorrogação do auxílio seria necessária no caso de uma segunda onda de covid-19. Isso foi em 11 de novembro. De lá para cá, a média de mortes voltou a subir. As aglomerações nas festas de final de ano podem piorar o cenário de contaminações e a vacinação ainda não tem data certa para começar.

Apesar da piora na pandemia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que não haverá prorrogação do auxílio, mas que pretende aumentar o valor médio do Bolsa Família.

Nos bastidores, a equipe econômica discute alternativas mais baratas que o auxílio emergencial para dar assistência à população mais vulnerável no início de 2021. Entre as possíveis soluções, estão: adiantar o abono salarial, autorizar um novo saque emergencial do FGTS e antecipar o 13º de aposentadorias e benefícios previdenciários.

Auxílio não tem verba para o ano que vem

O auxílio emergencial é financiado com um orçamento especial, chamado de Orçamento de guerra. É uma exceção aprovada pelo Congresso que permite ao governo se endividar para fazer frente a despesas urgentes trazidas pela crise do coronavírus.

Essa regra só vale enquanto durar o estado de calamidade, que vai até 31 de dezembro. O decreto de calamidade poderia ser renovado, mas o governo e lideranças do Congresso afirmam que isso não acontecerá. Eles temem que os gastos ilimitados comprometam ainda mais as contas públicas e que isso leve a graves problemas econômicos.

Por isso, todos os pagamentos do auxílio emergencial precisam ser realizados ainda em 2020.

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