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Caso Jonhliane: Justiça nega pedido de soltura para motoristas envolvidos em acidente que matou mulher

Por Redação Juruá em Tempo.17 de dezembro de 20203 Minutos de Leitura
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A Justiça do Acre negou novamente, nesta quarta-feira (16), um pedido de soltura para Ícaro José da Silva Pinto, o motorista da BMW que atropelou e matou Jonhliane Paiva de Souza, de 30 anos, e Alan Lima, o outro motorista envolvido no acidente. Ícaro e Alan passaram por audiência de instrução e julgamento na 2ª Vara do Tribunal do Júri.

Conforme o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), além dos réus, 12 testemunhas seriam ouvidas. Na audiência ia ser decidido também se os acusados iam a júri popular. Contudo, o juiz Alesson Braz, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, pediu que o Instituto de Criminalística esclareça algumas questões sobre o caso e adiou a decisão.

Segundo o TJ, o juiz deve marcar uma nova audiência quando as questões abordadas foram esclarecidas. Além disso, o magistrado marcou para janeiro, depois do recesso do Judiciário, uma audiência de transação penal dos demais envolvidos no caso.

Já a defesa de Ícaro disse há perícias pendentes que devem ser avaliadas pela Justiça. Segundo o advogado Geovane Veras, os réus devem ou não ser pronunciados a júri popular antes do Natal.

“Juiz depende de algumas perícias e nos próximos dias deve avaliar nossas petições também. Foram ouvidas testemunhas, que afirmam categoricamente que não houve o tal do racha que falam. Para fazer um racha precisa ter uma conversa entre os competidores, o que não existiu. Isso tem muito haver com a mídia social, que levanta tese de que foi isso. Estamos apresentando provas de que não foi isso que aconteceu”, frisou.

Protesto

Familiares de Jonhliane fizeram um protesto nesta quarta (16) em frente à Cidade da Justiça. Com cartazes e até uma motocicleta caída em frente ao prédio representando o acidente. Os familiares de Jonhliane pedem que a Justiça seja feita e que o réu vá a júri popular.

“Faz mais de cinco meses desde o falecimento da minha irmã. A família vive um momento muito triste ainda, uma perda dessa é irreparável. Mas, hoje é um dia especial, porque estamos esperançosos de que a Justiça se faça valer, que o juiz tome a decisão pelo júri popular, porque não foi um crime banal, foi um crime onde duas pessoas disputavam um racha em uma avenida aonde era permitido, no máximo, 50km/h e eles estavam a 150km/h. Então, houve a intenção de mantar”, disse o irmão Jhonatas Paiva.

Família faz protesto durante audiência que decide se motorista que atropelou e matou mulher vai a júri — Foto: Tálita Sabrina/Rede Amazônica

Entre lágrimas, a irmã de Jonhliane, Olívia Paiva, falou sobre como tem sido passar os dias sem ter mais a presença da caçula da família.

“É difícil ver minha mãe sofrendo. Eu acabo sofrendo duas vezes, por ela e por mim. Procuro dar força para ela. Hoje mesmo eu estava conversando com ela, dizendo que nós temos que ser fortes, temos uma luta pela frente. Esse ano está sendo totalmente diferente, devastador para a gente, nossa família está muito abalada, muito triste, nossos dias não estão sendo fáceis. Minha mãe não consegue dormir. Eu digo que é uma dor insuportável, uma dor que jamais passará.”

Fonte: G1 Acre.

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