Rio Branco, Acre, 3 de março de 2021

Menino de 6 anos gasta R$ 80 mil em jogo de iPad – e não vai ter reembolso

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Redação
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Uma família do estado de Connecticut, nos EUA, está em apuros financeiros após o filho de 6 anos acumular uma dívida de US$ 16 mil (equivalente a R$ 80 mil) no cartão de crédito, por compras em um jogo do Sonic para iPad. Sem dinheiro para pagar o financiamento da casa, Jessica Johnsson, mãe da criança, entrou em contato com a Apple para sustar as cobranças, mas a empresa se negou a cancelar as compras.

Em julho, George pegou o iPad da mãe para se divertir com jogos no tablet. No entanto, o menino começou a ter gastos desenfreados no jogo do Sonic, com “anéis de ouro” para desbloquear níveis e personagens.

As cobranças começaram a aparecer na fatura do cartão de crédito vinculado ao iPad, e no dia 9 daquele mês já totalizavam US$ 2,5 mil. Mas, segundo Jessica, a origem das compras não era especificada nos débitos, fazendo com que ela não desconfiasse do filho.

Ainda com acesso ao tablet dos pais, George seguiu jogando e fazendo compras no aplicativo do Sonic e ao fim do mês a dívida atingiu um total de US$ 16 mil (R$ 80 mil).

Ao ver o valor exorbitante, Jessica pensou que o cartão dela havia sido clonado e entrou em contato com o banco. Contudo, após uma análise que demorou três meses para ser concluída, a instituição financeira afirmou que as compras eram legítimas, e aconselhou Jessica a entrar em contato com o suporte da Apple.

A Apple, então, enviou uma lista com detalhes de todas as transações feitas na conta, em que um ícone do jogo do Sonic aparecia repetidamente, comprovando que o filho de 6 anos era o culpado pelos gastos.

Nessa altura, Jessica já havia perdido um prazo de 60 dias que a Apple oferece para clientes cancelarem as compras. “Não liguei em 60 dias porque Chase [o banco] me disse que provavelmente era uma fraude, e que o PayPal e a Apple estão envolvidas na maioria das acusações de fraude”, disse a mãe ao jornal The New York Post.

Jessica diz que a única empatia que obteve no processo de recuperar os gastos veio do próprio filho, que admitiu ser o culpado, e, ingenuamente, se ofereceu para devolver o dinheiro. Ela agora aconselha a outros pais para checarem as configurações parentais, para evitar novos casos como esse.

A corretora de imóveis expôs a situação financeira delicada que a família vive na esperança de convencer o suporte. “Minha renda diminuiu 80% neste ano”, disse a mãe para o suporte, que não aprovou o cancelamento das compras.

Ela conta que a Apple a culpa pelos gastos, afirmando que “há um ambiente” que ela “deveria saber”. Contudo, as “práticas predatórias” utilizadas pelas empresas nos jogos de celular são o principal argumento da mãe para defender o gasto, que ela julga inconsciente, do filho de 6 anos.

“Estou chocada que isso seja possível até mesmo nesses jogos e que os dispositivos da Apple não sejam pré-configurados para evitar isso”, lamenta Jessica.

Sem o perdão da dívida, Jessica não conseguirá pagar o financiamento da casa dela. Além de ter sofrido um corte salarial por conta da pandemia, a corretora de imóveis tem um marido que está desempregado e sustenta a família.

“Talvez eu tenha que forçar esse garoto a me pagar em 15 anos, quando ele conseguir seu primeiro emprego”, disse a mãe, que ainda tem esperanças de reverter a situação com os credores.

A Apple, o banco Chase e a Sega, fabricante do Sonic Forces foram procurados pela reportagem do NY Post, mas não responderam a um pedido de comentário sobre o caso.

UOL

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