Rio Branco, Acre, 3 de março de 2021

Algumas coisas sobre autismo

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Coluna Mente Aberta, por: IB.
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Para as pessoas que acompanham minha coluna desde o meu primeiro texto, devem se lembrar que eu me identifiquei como um escritor autista. Talvez possam se lembrar também de que eu fiz uma promessa: fazer alguns textos a respeito desse tema; afinal, acredito que existam pessoas que começaram a me acompanhar justamente por essa causa.

Confesso que não é um dos meus temas favoritos, e, definitivamente, não desejo que minha coluna seja focada somente nesse tema; mas, me senti estranhamente disposto a escrever sobre isso hoje. Não sei se meu texto ajudará alguém a conseguir entender melhor os autistas, afinal só vou estar me baseando em mim mesmo enquanto escrevo. De qualquer forma, espero que consigam desfrutar desse texto.

Falar sobre o autismo em geral é um pouco complicado, não cheguei a me aprofundar nos estudos desse tema para poder falar com tanta confiança assim; mas, o que posso dizer é que cada autista é único. Não há um manual que nossa família ou nós mesmo possamos seguir. Dessa forma, mesmo que eu falasse sobre as características do autista, eu sempre iria acabar eliminando uma parte dos autistas que não se identificam com o que eu disser; por isso, acho mais correto falar apenas baseado nas minhas próprias experiências.

Acho que um dos principais problemas, pelo menos se tratando de mim, é a questão de se relacionar com outras pessoas. Acredito que seja normal até entre autistas de grau leve terem comportamentos estranhos na fase infantil; mas, a partir do momento em que precisamos nos relacionar com pessoas das quais não estamos acostumados a falar, percebemos a diferença e estranhamento.

Particularmente, foi bem complicado passar por isso. Demorou um tempo para que eu pudesse me acostumar com a forma de falar dos outros e a como agir perto deles. O isolamento também é bastante comum, parece ser a característica mais comum. O desejo por privacidade tem relação com o sentimento de apreensão em ser julgado pelos nossos gostos ou pela forma de como fazemos algo. Isso eu posso mesmo afirmar por experiência de que é verdade!

Não acho que tenha uma maneira específica para alguém lidar com uma pessoa autista, de forma que não posso dar nenhuma dica, leitor amigo, que lhes seja útil. No entanto, acredito que o respeito pela condição e preferências já são um bom começo. Ter paciência também é muito importante, afinal é comum considerar autistas antipáticos ou grossos mesmo que, às vezes, não seja a intenção.

Pode ser que você tenha percebido que este texto parece um tanto diferente dos outros que geralmente escrevo; pelo menos, é como me sinto enquanto escrevo, mas acho que é algo simplesmente inevitável. Eu não costumo falar de assuntos desse tipo, e nem sequer sou especialista nesse tema, a não ser as minhas próprias experiências. De qualquer forma, espero que eu tenha sido capaz de te auxiliar de alguma forma.

Não pretendo servir de exemplo para você, só escrevi sobre esse tema porque me deu vontade, não tive nenhuma inspiração nobre a respeito disso. Sendo assim, se alguém tirar algo de valor dos meus textos será mérito puramente da pessoa. Obrigado pela companhia de sempre.

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