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Polícia Federal prende “caçador de relíquias” e apreende garrafas com mais de 100 anos de história

Por Redação Juruá em Tempo.5 de janeiro de 20212 Minutos de Leitura
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A Polícia Federal deflagrou nesta terça feira, 05 de janeiro, a “Operação Elona”, que investiga possível prática dos crimes previstos, respectivamente, no artigo 63 da Lei de Crimes Ambientais (Alterar local especialmente protegido por lei, em razão de seu valor arqueológico, sem autorização da autoridade competente) e Estelionato – Art. 171, §2º, inciso I do Código Penal (Venda de materiais arqueológicos como própria).

Nesse sentido, as investigações tiveram início a partir de notícia de crime informando a possível comercialização de materiais arqueológicos na internet pela plataforma “OLX e Facebook”. De acordo com a investigação, O investigado que se auto intitula “caçador de relíquias”, retira do Rio Acre, precisamente, na altura do estirão da Gameleira, materiais arqueológicos, sem autorização para tanto.

Segundo a divisão técnica do Iphan-AC, os objetos e relíquias seriam “garrafas de Stoneware (Grés) do século XIX, além de garrafas de vidro provenientes da Holanda, Irlanda, Inglaterra e Portugal, são garrafas de diversos tamanhos e tipologia, que foram trazidas para a região na época da Revolução Acreana e, sobretudo, durante os Ciclos da Borracha, possuindo, portanto mais de 100 anos e, consequentemente, um grande valor histórico”.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Rio Branco/Acre na residência do investigado, onde foram localizado grande parte do material arqueológico sob investigação.

Foi realizada a prisão em flagrante de um individuo na posse das relíquias. Os materiais arqueológicos resgatados foram encaminhados ao IPHAN, a qual fará a destinação adequada para a conservação das relíquias.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações continuarão em andamento para identificar outros envolvidos no esquema de comercialização ilegal de relíquias arqueológicas.

*O nome da operação faz referência a um mosteiro na Grécia, que em meados do século XIX, ladrões retiraram materiais arqueológicos e relíquias sagradas do mosteiro.

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