Rio Branco, Acre, 3 de março de 2021

MDB saiu barato para Gladson

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Por Leandro Altheman, do Juruá em Tempo.
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

Alguns meses atrás, Flaviano Melo usou seu interlocutor favorito, o Crica, para mandar o recado de que não estava contente com a declaração de apoio do senador Márcio Bittar (MDB) a uma possível candidatura de Sergio Peteção (PSD) ao governo em 2022. Na ocasião, Flaviano Melo dizia que o MDB era um partido grande e que não deveria apoiar nem Petecão e nem Gladson em 2022, mas sim, uma candidatura própria. Era evidente a sua insatisfação com Bittar que movimentava-se para tomar de Flaviano o controle do partido.

Na ocasião, através desta coluna, vaticinei que embora Crica usasse adjetivos elogiosos a Flaviano, o objetivo era um só: colocar-se a si mesmo e ao partido à venda para Gladson.

Dito e feito: nesta quarta-feira o governador Gladson nomeou a esposa do deputado federal Flaviano, Luciana Videl de Moura, para o cargo de diretora na Secretaria de Patrimônio da União. Luciana tinha cargo na Secretaria de Patrimônio da União do governo Bolsonaro, o que assegurava a lealdade de Flaviano. Acabou sendo demitida para que sua vaga seja ocupada por algum outro apaniguado do governo federal, como parte das negociatas que garantiram a eleição de Arthur Lira (PP) à presidência da casa.

Os sites da capital não tratam se a esposa de Flaviano tem alguma qualificação técnica para exercer uma ou outra função. Para os governos, federal ou estadual, isso é irrelevante. Afinal o que garante a mamata é o preço de Flaviano, e do MDB. Quem perde com isso são Bittar e Vagner Sales, as outras duas principais lideranças do fisiológico MDB acreano.

O MDB é um partido que dificilmente ajuda, mas é especialista em atrapalhar. Vagner Sales, quando apoiava Gladson nomeou seu irmão para a gerência do Deracre, também sem qualquer qualificação técnica e perturbou bastante a gestão de Gladson no Juruá. Colocando-se como um intermediário qualificado entre o governo e o povo, Sales teve Gladson na mão por dois anos. Acabou. Com a eleição de Zequinha e consequente derrota de Fagner, Gladson não precisa mais de Sales por aqui. Os Sales contudo, continuam comandando um pequeno feudo na Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), órgão do governo federal sob indicação de Jessica Sales. As informações são de que Vagner saiu com muitas dívidas da campanha de seu filho intragável. Vamos ver se ele consegue quitar coma as matrinchãs de seus mais de 60 açudes.

Outro emedebista, o senador Márcio Bittar acaba de voltar bronzeado de um passeio pelo nordeste brasileiro e chegou criticando as medidas de distanciamento e fechamento parcial devido estado ter entrado na faixa vermelha. Bittar não moveu uma palha para a aquisição das vacinas, para ampliação dos leitos hospitalares ou pela prorrogação do auxílio emergencial, que ajudaram em muito as atividades comerciais na primeira onda da pandemia.

Ou seja, o MDB acreano não tem muito condições de ajudar o governo, mas sua capacidade de atrapalhar é razoavelmente grande. O cargo dado à esposa de Flaviano, ajuda a desarmar a bomba que o partido preparava às suas costas. Se for botar na ponta do lápis, para Gladson foi uma verdadeira pechincha.

Leia também

Receba nossas novidades

Av. Getúlio Vargas n. 22 – Salas 7 e 8 – Centro – Cruzeiro do Sul AC.