Um servidor que pediu para manter o anonimato, encaminhou à redação do site Juruá em Tempo uma denúncia de que houve demora na vacinação dos servidores da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) do Alto Juruá. O servidor atribui à esta suposta demora, o contágio de alguns servidores, que segundo ele, teriam se infectado após o recebimento da primeira dose de vacinação (lembrando que a imunização completa só ocorre após o recebimento da segunda dose).
O servidor afirma ainda que estaria havendo muita recusa por parte dos indígenas e questiona se a essas doses não deveriam ser redirecionadas a outros grupos prioritários. Segundo ele, faltaria controle nas doses aplicadas.
A coordenadora do DSEI Alto Juruá, Iglê Monte deu explicações bastante detalhadas sobre os procedimentos de imunização do distrito, e disse que a denúncia não procede.
“Desde o dia 25 de janeiro já temos as duas doses”, disse em áudio, Iglê, explicando se tratar das doses para os servidores da DSEI Alto Juruá.
A coordenadora explicou que os servidores têm sido vacinados segundo um calendário de prioridades “primeiro foram vacinados os servidores da linha de frente que vão a campo nas aldeias, seguidos pelos servidores da CASAI (Casa de Apoio aos indígenas em tratamento na cidade), depois CEI e por último os da parte administrativa do distrito”, disse.
“Não receberam vacina apenas aqueles que se recusaram, aqueles que estejam de férias, de licença médica, ou que tenha pego COVID recentemente (por orientação, estes devem aguardar três meses para receberem a vacina) ”, explicou.
Quanto à suposta recusa dos indígenas e possível redestinação das doses, Iglê explicou que as vacinações entre os indígenas têm avançado, mas no ritmo deles.
Segundo a coordenadora estadual do PNI-Acre, Renata Quiles, existe sim, a possibilidade de redestinação das doses, se houver necessidade.
“Se houver a necessidade faremos uma troca com outros grupos prioritários, e devolvemos quando chegarem mais doses, mas estas discussões ainda não são necessárias, já que mesmo diante da recusa temos um tempo para insistir na Vacinação dos indígenas”, explicou.
As doses da CORONAVAC, devido à liberação em caráter emergencial, têm vaidade de apenas três meses, mas segundo a coordenadora, o tempo seria suficiente para avançar na imunização indígena.

Na segunda, 15, será publicado novo boletim com os dados consolidados.

