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Alto preço da carne estimula venda de ilegal de carnes silvestres

Por Redação Juruá em Tempo.19 de março de 20212 Minutos de Leitura
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O apetite por carnes silvestres não é uma novidade em Cruzeiro do Sul.  A fiscalização das policias vem procurando coibir esta prática com prisões e multas para os envolvidos e não raro são noticiadas prisões e apreensões de pessoas envolvidas nessa prática.

Contudo, o alto preço da carne de gado tem sido um estímulo a mais para que traficantes e comerciantes ilegais voltem a atuar com força na cidade. Enquanto o preço da carne de primeira está em torno de R$50 reais, é possível comprar carnes de animais silvestres de origens diversas em comércios clandestinos por cerca de R$ 25, a metade do preço.
Segundo informações, um comercio clandestino tornou-se especialmente ativo nos últimos dias no bairro São José, com sacas de carnes chegando com bastante frequência. Os clientes são em geral compradores de baixa renda do próprio bairro, que além de apreciarem as carnes silvestres, veem no alto preço da carne de gado, um motivo a mais para comprar a mercadoria ilegal.

Carnes de anta, paca e tatu são as mais comuns, vendidas nessa base de R% 25. Uma ‘banda’ (metade) de tatu é vendida por R$ 70.
O comércio dispõe de fornecedores que abatem os animais e salgam as carnes nas proximidades do rio Boa Fé.

“O problema mais imediato dessa prática, é que quando se intensifica a caça para comercialização, começa a faltar alimento para os moradores dos locais mais distantes”, disse um pesquisador. Tendo já sofrido represálias de comerciantes envolvidos na prática ilegal, o pesquisador preferiu manter o anonimato.

“Meu filho, o jeito é comprar, porque nesse preço que tá a carne, ninguém mais tem condições de comprar no mercado”, disse uma compradora.

Dificuldade em denunciar

A mesma fonte que relatou o comércio ilegal no seu bairro, relatou também dificuldade em fazer a denúncia. No número 190 foi informado de que a polícia somente poderia atuar no caso de flagrante. Como nesse caso demanda uma investigação, nenhuma atitude foi tomada por hora.

“A pessoa que está vendendo já foi preso antes pelo mesmo motivo, mas parece que para ele está valendo a pena”, disse a fonte.

A pena prevista é a detenção de seis meses a um ano, e multa.

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