Rio Branco, Acre, 18 de abril de 2021

Instituto Butantan protocola pedido na Anvisa para iniciar testes clínicos da Butanvac

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Redação Juruá em Tempo
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

O Butantan informou ter protocolado na noite desta sexta-feira (26), na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o pedido para iniciar os testes clínicos da Butanvac, nova candidata a vacina contra a Covid, desenvolvida pelo instituto.

A Anvisa, em nota, afirmou que, a partir de agora, irá analisar “a proposta do estudo, o número de participantes e os dados de segurança obtidos até o momento nos estudos pré-clínicos que são realizados em laboratório e animais”.

O anúncio da criação do imunizante foi feito pelo Butantan na manhã desta desta sexta. Ele é produzido com matéria-prima nacional, sem necessidade de importação de insumos.

Segundo o instituto, a Butanvac faz parte de uma segunda geração de vacinas contra a Covid e leva em conta as variantes, como da P1, que é brasileira. A tecnologia usada é a mesma da vacina contra a gripe.

A expectativa do instituto é a de que, uma vez concedida a autorização pela Anvisa, os testes possam ser realizados já em abril.

Resumo do anúncio da Butanvac

  • Os testes podem começar em abril se a Anvisa autorizar
  • A fabricação começa em maio, e 40 milhões de doses estarão disponíveis a partir de julho, mas dependem de aval da Anvisa para serem usadas
  • A tecnologia é a mesma da vacina da gripe
  • A vacina já leva em conta a variante brasileira, a P1
  • A promessa é a de que a vacina produza uma resposta imune maior que as vacinas atuais

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que autorizou o início da produção para maio e projetou o início da vacinação para julho deste ano.

O diretor do Butantan, Dimas Covas, diz que a Butanvac faz parte de uma nova geração de imunizantes. Ele acredita que a fase de testes possa ser mais rápida, o que permitiria iniciar a vacinação no curto prazo.

“Nós aprendemos com as vacinas anteriores, já sabemos o que é uma boa vacina contra a Covid-19. Essa será uma vacina de segunda geração, mais imunogênica”, disse o diretor. Entretanto, as doses só poderão ser usadas após liberação da Anvisa.

Pedido para fases 1 e 2 de testes

Segundo Dimas Covas, a Butanvac começou a ser produzida há exatamente um ano, em 26 de março de 2020. O imunizante foi desenvolvido com matéria-prima brasileira e a mesma tecnologia usada na vacina da gripe.

A vacina foi produzida em ovos e se utiliza da estrutura básica de um vírus que infecta aves. O vírus é modificado geneticamente e desenvolve a proteína S, que o coronavírus usa para infectar as células humanas.

Dimas Covas defendeu que o desenvolvimento já levou em conta a variante brasileira, P1, e que o imunizante demonstrou oferecer uma resposta imune maior do que as vacinas atuais.

O diretor do Butantan afirmou que a vacina foi enviada para outros países na fase pré-clínica, e que os testes feitos em animais apontaram resultados excelentes.

Entretanto, nenhum detalhe dos estudos foi apresentado durante a coletiva de imprensa. O instituto também não destacou quem será o público-alvo dos testes clínicos realizados no país caso a Anvisa aprove.

O governador João Doria (PSDB) disse que, além da Anvisa, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também receberá nesta sexta todas as informações da Butanvac, para que acompanhe o desenvolvimento dos testes clínicos desde o início.

O pedido de autorização se refere às fases 1 e 2 de testes da vacina, nas quais serão avaliadas segurança e capacidade de promover resposta imune com 1.800 voluntários. Na fase 3, até 9 mil pessoas irão participar e a etapa vai estipular a eficácia.

O objetivo é encerrar os testes e ter 40 milhões de doses da vacina prontas antes do final de 2021.

A Butanvac também passará pela primeira fase de testes no Vietnã e na Tailândia.

O instituto participa de um consórcio e produzirá no Brasil um grande quantitativo de doses. Além de atender à demanda nacional, o compromisso é fornecer a vacina para países de baixa renda.

CoronaVac

Atualmente, o instituto é responsável pela etapa final de produção da Coronavac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Butantan. 

A partir do segundo semestre, o instituto dever nacionalizar a fabricação, com o término da construção da fábrica que será destinada ao imunizante.

O Butantan afirma que o desenvolvimento da nova vacina não irá alterar o cronograma da Coronavac, pois as produções são realizadas em fábricas diferentes.

Candidatas a vacinas no Brasil

O Brasil tem, ao menos, 11 projetos de candidatas a vacina contra a Covid-19, de acordo com levantamento do G1. Todos estão sendo desenvolvidos em universidades e instituições de pesquisa públicas do país.

A pandemia já matou mais de 300 mil brasileiros. A imunização vai a passos lentos no Brasil. Balanço da vacinação aponta que 14.074.577 pessoas já haviam recebido a primeira dose nesta quinta-feira. 

O número representa 6,65% da população brasileira.

Com informações G1

Leia também

Receba nossas novidades

Av. Getúlio Vargas n. 22 – Salas 7 e 8 – Centro – Cruzeiro do Sul AC.