Rio Branco, Acre, 21 de abril de 2021

Nível de rios em quatro cidades do Acre voltam a subir nas últimas 24 horas, aponta relatório dos bombeiros

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Redação Juruá em Tempo.
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Com as chuvas que continuam a cair sobre o Acre, os níveis dos rios começam a oscilar e, nas últimas 24 horas, em ao menos quatro cidades, os mananciais voltaram a apresentar subida. As informações constam no relatório, divulgado nesta terça (2), pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil.

Conforme os dados, houve aumento no nível dos rios em Rio Branco, Sena Madureira, Tarauacá e Santa Rosa do Purus. Já nas cidades de Feijó e Cruzeiro do Sul, os rios continuaram apresentando vazante nas últimas horas.

Em todo o estado, 10 cidades foram atingidas pela cheia dos rios e seus afluentes no mês de fevereiro. Entre elas: Rio Branco, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Feijó, Tarauacá, Jordão, Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Mâncio Lima e Rodrigues Alves. O estado chegou a ficar com mais de 130 mil pessoas atingidas.

Rio Branco

No caso da capital, Rio Branco, o Rio Acre saiu da cota de 12,46 metros às 6 horas de segunda (1) para 12,98 metros no mesmo horário nesta terça (2), o que representa uma subida de 52 centímetros. Mesmo com a subida das águas, o manancial ainda está abaixo da cota de alerta, que é de 13,50 metros.

Segundo os dados, a cheia atinge mais de 19,3 mil pessoas em Rio Branco. Pelo menos 600 pessoas atingidas pela cheia ainda estão desalojadas e 78 desabrigadas.

Sena Madureira

O nível do Rio Iaco também apresentou subida em Sena Madureira e marcou 15,92 metros nesta terça, o que representa 72 centímetros acima da cota de transbordo, que é de 15,20 metros.

A cheia do rio atinge mais de 27,6 mil pessoas do município. Essa é a maior cheia desde 1997, quando rio marcou 19,40 metros. Ainda conforme os dados, 5,7 mil pessoas estão desalojadas, ou seja, foram levadas para casas de parentes e outras mais de 1,5 mil estão desabrigadas. A cidade tem 46 abrigos entre escolas, quadras esportivas e prédios públicos.

Tarauacá

Na cidade de Tarauacá, o rio que leva o mesmo nome, também teve subida do nível nas últimas 24h. De acordo com os dados, o manancial que estava marcando 7,10 metros às 6h dessa segunda (1), chegou a 8,20 metros na medição do mesmo horário desta terça (2). Com isso, ele teve um aumento de 1,1 metro no nível.

Mesmo com a subida, o rio continua abaixo da cota de alerta, que é de 8,50 metros. A cota de transbordo é de 9,50 metros.

Com uma população estimada em 43.151 pessoas, a cidade foi uma das mais atingidas pela cheia e chegou a ter 28 mil moradores afetados. De acordo com a Defesa Civil, dos nove bairros que há na cidade, apenas um não foi atingido pelas águas.

Santa Rosa do Purus

O nível do Rio Purus teve um aumento de 2,69 metros nas últimas 2h, segundo relatório. O manancial saiu dos 5,74 metros nessa segunda (1) para 8,43 metros nesta terça às 6h. Com isso, o rio está acima da cota de alerta, que é de 8 metros.

A enchente na cidade atinge cerca de mais de 1,5 mil pessoas. Ainda segundo os bombeiros, o município, que é um dos mais isolados do Acre, tem 76 pessoas desalojadas e 267 desabrigadas.

Feijó

Já o Rio Envira, em Feijó, continua baixando e chegou aos 9,98 metros nesta terça (2), na medição das 6h dessa segunda o manancial estava com 10,20 metros, o que representa foram 22 centímetros a menos nas últimas 24h. O nível do manancial segue abaixo da cota de alerta que é de 11,50 metros.

São mais de 4,2 mil pessoas afetadas pela cheia, sendo 610 pessoas desalojadas e 420 desabrigadas.

Cruzeiro do Sul

Com o maior número de pessoas atingidas com a cheia no Acre, Cruzeiro do Sul, a segunda maior cidade do estado, continua com mais de 30 mil pessoas atingidas pela cheia do Rio Juruá e seus afluentes. O município decretou situação de emergência no último dia 15; o decreto é válido por 60 dias.

Segundo os dados, o manancial também teve uma vazante de 18 centímetros nas últimas horas e marcou 12,57 metros nesta terça e está acima da cota de alerta, que é de 11,80 metros. O nível do Rio Juruá chegou a 14,36 metros no último dia 20 e chegou a atingir 10 bairros, cinco vilarejos e toda a população ribeirinha da cidade.

Assistência

Conforme o Corpo de Bombeiros, equipes de militares e civis continuam com ações destinadas às pessoas atingidas pela inundação dos rios no Acre, como entrega de cestas básicas, águas, kit´s de limpeza e higiene pessoal. Com relação à assistência dada às famílias atingidas, até o momento foram:

  • Cruzeiro do sul: 728 cestas básicas e água potável.
  • Sena Madureira: 150 cestas básicas;
  • Tarauacá: 454 cestas básicas e 480 kit´s de higiene.
  • Santa Rosa do Purus: 100 cestas básicas;
  • Em Jordão: cerca de 900 foram assistidas com alimentação;
  • Porto Walter: 700 cestas básicas e 800 kit´s de limpeza;

O nível dos rios continua sendo monitorado a cada três horas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Acre e Defesa Civil, salvo aqueles que já estão fora da cota de alerta.

A estimativa é que mais de 27,2 mil pessoas estão desalojadas por conta das enchentes e que mais de 4,1 mil estão desabrigadas em todo estado.

Calamidade pública

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) reconheceu, na segunda-feira (22), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), estado de calamidade pública em 10 cidades do Acre atingidas por inundações causadas pela cheia dos rios no estado.

Os municípios de Rio Branco, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Feijó, Tarauacá, Jordão, Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Mâncio Lima e Rodrigues Alves enfrentaram dificuldades com parte da população desabrigada (encaminhada para abrigos) e desalojada (levada para casa de parentes).

O governador do Acre, Gladson Cameli, havia decretado calamidade em uma edição extra do Diário Oficial do estado (DOE) também no dia 22.

  • Por Iryá Rodrigues, G1 AC.

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