Rio Branco, Acre, 23 de abril de 2021

2 de Abril, Dia Mundial da Conscientização do Autismo

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Com reportagens de Beatriz Santos, do Juruá Em Tempo.
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Nesta sexta-feira (2) é celebrado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo e o início do Abril Azul, mês de luta pelos que vivem com o transtorno. A data, escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU), tem como objetivo levar informação à população em relação ao Transtorno do Espectro Autista, a fim de reduzir a discriminação e o preconceito contra os indivíduos que apresentam o transtorno.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do desenvolvimento neurológico que se caracteriza, principalmente, pela dificuldade de comunicação e interação social, bem como comportamentos e interesses repetitivos ou restritos. No entanto, o fenótipo dos indivíduos no espectro do autismo pode variar bastante: alguns indivíduos apresentam um quadro leve, sendo totalmente independentes; enquanto outros apresentam um quadro mais grave, que poderá exigir dependência constante para atividades diárias.

Bruno Cordeiro, filho da professora universitária Simone Cordeiro, foi diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) aos 16 anos. Hoje, ele se mostra confiante porque sabe que tem a compreensão e apoio da família.

“Eu pessoalmente me identifico como bom leitor, gosto de ler bastante, gosto de cozinhar, gosto muito de animais; por isso temos quatro cachorros aqui em casa. Mas é inevitável que as pessoas que não têm tanto estudo sobre esse tema, ou que não costumam ler a respeito, acabem por subestimar mais pessoas que tenham esse diagnóstico. Então, eu tenho sorte em ter uma família que se adaptou tão bem à minha situação, que me dá apoio; porque eu entendo que têm famílias que, além de não aceitar, também não entendem sobre esse assunto” (sic), disse Bruno.

Para Simone, o dia 02 de abril é importante para dar ênfase sobre o tema para a sociedade.

“Essa data é importante, pois é uma oportunidade que a sociedade tem de poder conhecer e refletir sobre o autismo, a partir de uma perspectiva mais real e menos ideológica como muitas vezes nos é apresentado por meio das mídias. O mais importante mesmo é poder mostrar que esses indivíduos são tão capazes como qualquer um outro. Eles precisam de adaptações: um pouco mais de tempo, respeito em relação às rotinas, à fala etc.; mas, a capacidade de alcançar bons resultados é semelhante aos esperados em indivíduos que não estão no espectro. Algumas vezes até superior. O ideal é superar o preconceito e ao mesmo tempo possibilitar a inclusão. Um grande desafio também é a ausência de um “rótulo” de identificação visual. Não é uma deficiência que possa ser identificada visualmente; muitos sujeitos conseguem se adaptar ao meio, mas isso não significa que as limitação deixarão de existir. A sociedade precisa perceber que não são apenas crianças autistas. Temos jovens e adultos que não têm o perfil para o recebimento do benefício do INSS, mas que, ao mesmo tempo, precisam de oportunidades para seguirem a vida” (sic), destacou.

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