Rio Branco, Acre, 22 de abril de 2021

Bestene questiona indiciamento de genro, reclama de perseguição e dispara contra Major Rocha

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Redação Juruá em Tempo.
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O deputado José Bestene (PP) soltou o verbo contra a Polícia Civil durante a sessão online da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (7). Ao comentar o indiciamento do genro dele, Cristiano Silva, Bestene disse que o Ministério Público precisa cobrar do corregedor da Polícia Civil providências quanto a processos relacionados a torturas e improbidade administrativa que membros da polícia Judiciária respondem.

“Aonde está a Polícia Civil? É morte todo dia. É uma insegurança nos bairros e aí quando você faz uma operação para prejudicar A ou B a chama imprensa. Por que não fizeram uma coletiva na hora de indiciar? Deveria ter sido feita. Temos que parar com esse tipo de coisa e o Ministério Público tem obrigação de cobrar do corregedor [Polícia Civil], que ande esses processos: processos de tortura, de improbidade administrativa. Muita gente aparece como paladino da moralidade”, disparou o deputado progressista.

Os ataques de Bestene têm como alvo o delegado Pedro Rezende, que comandou as investigações. O deputado citou que ele e a família são vítimas de uma investigação orquestrada com um único fim: político. Ele citou que foi a casa de uma sobrinha em um condomínio de Rio Branco acompanhado de um dos citados na operação, mas foi por conta do falecimento da irmã. Mas, segundo Bestene, as imagens do empresário foram usadas pela Polícia Civil para incriminá-lo, afirmando que o mesmo estava perseguindo Pedro Rezende, sendo que nada disso aconteceu de fato.

“Eu fui na casa da minha sobrinha, doutora Jamily, que mora ali num condomínio para o lado da Cidade da Justiça. Claro e evidente que esse fornecedor [genro] foi com a minha filha. Sabe o que é mais grave? Fizeram uma denúncia dizendo que ele estava lá rondando de manhã até a noite a casa desse delegado. Ninguém nem sabia que esse delegado morava ali. Passamos apenas meia hora na casa da minha sobrinha. E aí para prejudicar o rapaz acharam de mandar para o Ministério Público e para o juiz”, disse Bestene.

Em outro ponto, o deputado mirou a metralhadora contra o vice-governador Major Rocha, que denunciou a compra de computadores superfaturados pela Secretaria de Estado de Educação. Bestene disse que “gostaria que o TCE começasse a ver a questão do setor de alimentação dos presídios desse Estado. Logo no início do governo que foi indicado pelo vice-governador. Levante Tribunal de Contas. Essa denúncia que eu faço da alimentação foi dispensa de licitação. Foram mais de R$ 44 milhões para o setor presidiário e da Segurança Pública. Isso tem que ser levantado. Gostaria que esse delegado fizesse isso, levantasse o que está acontecendo na Segurança Pública do Estado”.

Ao final, aparentemente abalado, José Bestene pediu desculpas pelas declarações duras. “Desculpa gente a minha forma de me expressar que não é assim, mas as vezes machuca e dói. Nós temos que levar a realidade, a verdade. A mentira não sobrepõe a verdade. Eu costumo agir dessa forma dentro do parlamento. Desculpa a fala e a expressão porque eu já não aguento mais. Eu fui vítima de algumas instituições, mas vou deixar pra lá. Eu entrego nas mãos de Deus”.

  • Da redação do Notícias da Hora.

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