Rio Branco, Acre, 22 de abril de 2021

Fiocruz estima produzir 1,2 milhão de doses por dia a partir de maio

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Por Redação Juruá Em Tempo.
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A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade Lima, informou, durante audiência pública no Senado Federal na manhã desta quinta-feira (8/4), que espera aumentar a produção da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 para 1,2 milhão de doses por dia.

Atualmente, segundo a presidente, a Fiocruz trabalha com duas linhas de produção que permitem a fabricação de 900 mil doses por dia. “Em breve, estaremos trabalhando em uma nova linha de produção, com segundo turno de trabalho, que nos permitirá a produção de 1,2 milhão de doses/dia”, explicou.

Nísia informou que a fundação vai assinar, em 14 dias, o acordo de transferência de tecnologia de ingrediente farmacêutico ativo (IFA), o que permitirá que o insumo seja, enfim, produzido em território nacional. O Brasil enfrenta dificuldades na importação do produto.

A previsão é de que as vacinas produzidas com IFA nacional sejam entregues só a partir de setembro. “Temos IFA garantido para produção até o mês de maio. Mas o embaixador da China disse que estará acompanhando pessoalmente isso”, enfatizou. A China é o país exportador do IFA usado pelo Brasil na produção dos imunizantes.

56 milhões até julho

A presidente da Fiocruz também estimou que o país tenha, até julho, 56.410.000 brasileiros vacinados apenas com o imunizante fabricado pela fundação. Segundo a entidade, o país tem uma população de 170 milhões de pessoas vacináveis.

“Importante ressaltar que a vacina tem demonstrado efetividade com apenas uma dose, ainda que o regime seja de duas doses com intervalos de três meses”, completou Nísia, que divulgou o calendário de entrega das próximas 18,4 milhões doses da vacina. Confira:

  • 5 a 10 de abril – entrega de 2 milhões de doses;
  • 12 a 17 de abril – 5 milhões de doses;
  • 19 a 24 de abril – 4,7 milhões de doses;
  • 26 de abril a 1° de maio – 6,7 milhões de doses.

Sessão plenária

O Senado Federal discute, na manhã desta quinta-feira (8/4), a possibilidade de adaptar fábricas de vacinas animais para produção de imunizantes humanos contra o novo coronavírus. O objetivo é ampliar o montante de doses produzidas pela Fiocruz e pelo Instituto Butantan e, então, permitir a aceleração da vacinação nacional contra Covid-19.

Para o senador Wellington Fagundes (PL-MT), relator da comissão temporária, a transferência de tecnologia usada na fabricação de imunizantes animais para produção de vacinas humanas é, hoje, a “alternativa mais promissora” para o país.

Vale ressaltar que o Senado tenta também, por meio da aprovação de projeto de lei, a quebra de patentes temporária da vacina de Covid-19 e medicamentos usados no tratamento de pacientes graves da doença. A matéria estava prevista para ser votada nessa quarta-feira (7/4).

No entanto, atendendo a pedido do senador e líder do governo no Congresso Nacional, Fernando Bezerra (MDB-PE), o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), adiou a apreciação da proposta.

“No debate de ontem [quarta-feira], sobre o projeto de quebra de patentes, a presidente da Comissão de Relação Exteriores, Kátia Abreu, apresentou dados que referendam que não existe vacina suficiente para atender às demandas brasileiras. Perspectivas são bastante pessimistas”, disse.

Fonte: Metrópoles.

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