Rio Branco, Acre, 13 de maio de 2021

Mesmo proibida por decreto, igreja faz culto com aglomeração e pessoas sem máscaras em Cruzeiro do Sul

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Redação Juruá em Tempo.
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Uma igreja realizou um culto com dezenas de pessoas aglomeradas e sem máscaras de proteção facial em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, quebrando os protocolos sanitários de prevenção à Covid-19 e descumprindo decretos do governo do estado.

O evento ocorreu nesse domingo (11) na igreja Coluna de Fogo, no bairro João Alves. O pastor Egídio dos Santos disse que o culto começou às 19h e foi até as 21h30. Segundo ele, foram seguidas todas as determinações como uso obrigatório de máscara, álcool em gel e distanciamento. Mas não é bem isso que as fotos tiradas no momento da celebração mostram.

“É um pouco inevitável a gente abrir as portas da igreja e não vim pessoas. Nesse período que estamos vivendo muito difícil, momento de muita luta, pessoas necessitando muito de oração, de uma palavra. Então, automaticamente quando a gente abre as portas da igreja, o povo corre para receber uma palavra. Creio que uma oração em casa é diferente de uma oração no templo. O povo está sedento, o povo está carente. Estávamos usando máscara, álcool em gel, fazendo de tudo para o povo não ficar muito próximo, mas é inevitável não acontecer algumas coisas”, disse o pastor.

No Acre, cultos, missas e outros encontros religiosos estão suspensos aos sábados, domingos e feriados, de acordo com decreto estadual, que suspendeu o funcionamento do comércio e demais serviços considerados não essenciais aos sábados, domingos e feriados.

Além de ir contra esse decreto e as orientações das autoridades de saúde sobre os cuidados durante a pandemia, a igreja também não levou em consideração o decreto de toque de restrição que está em validade em todo o Acre. Conforme o documento, está proibida circulação de pessoas no período das 19h às 5h aos fins de semana e feriados. Já durante a semana, o toque de recolher é das 22h às 5h.

Mesmo assim, o pastor garante que tem obedecido as determinações do governo do estado e da prefeitura da cidade. Segundo ele, falta informação clara do que realmente pode e o que não pode ser realizado durante a pandemia.

“Estamos obedecendo as ordens do governador e do prefeito da cidade. Só que no período estamos muito confusos, as notícias saem de última hora, a gente não tem aquele tempo de se preparar. Temos muitas coisas a fazer, pagar, se manter e também a necessidade de estar na obra. Eu dependo dela, eu vivo daqui. Falta mais informação, mais detalhes, porque a gente escuta um comentário, um decreto, mas não especificam o que tem que ser feito. Não só aqui, mas soube de outras igrejas que estavam realizando culto”, afirmou Santos.

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