RIO — A falta de exercícios físicos está associada a um maior risco de desenvolver formas mais graves da Covid-19 e morrer em decorrência da doença, indica um estudo realizado com quase 50 mil pacientes, publicado nesta quarta-feira no periódico científico “British Journal of Sports Medicine”.
Pessoas que estavam sedentárias por pelo menos dois anos antes da pandemia eram mais propensas a serem hospitalizadas, necessitar de cuidados intensivos e morrer devido ao novo coronavírus, em comparação com pacientes que mantinham uma atividade física, constatou a pesquisa.
Para analisar o possível impacto do o estilo de vida sedentário na gravidade da infecção, hospitalização, necessidade de reanimação e óbito pela Covid-19, pesquisadores de universidades norte-americanas compararam a evolução de 48.440 adultos com a doença entre janeiro e outubro de 2020, nos Estados Unidos.
Entre os fatores de risco para desenvolver uma versão grave da Covid-19, apenas a idade avançada e um histórico de transplante de órgãos superam o sedentarismo, indicaram os pesquisadores. Em comparação com outros fatores, como tabagismo, obesidade, hipertensão, doenças cardiovasculares e câncer, “a inatividade física foi o fator de risco mais importante em todos os resultados”, enfatizaram.

