Rio Branco, Acre, 16 de junho de 2021

Há 29 anos Acre perdia Edmundo Pinto em um crime que até hoje não ficou bem esclarecido

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Por Wiliandro Derze.
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Acredita-se que o crime foi encomendado. Até hoje intriga o porquê o ajudante de ordem e demais integrantes da equipe não ouviram os disparos, apenas um hospede americano falou sobre o caso ocorrido naquela madrugada de 17 de maio de 1992 em um apartamento do luxuoso Della Volpe.

Na madrugada do dia 17 de maio de 1992, o Acre foi abalado com a notícia que veio de São Paulo. Naquele fatídico dia foi morto com dois tiros no apartamento 704 do Hotel Della Volpe o governador Edmundo Pinto, o mais popular que o Acre já teve nos últimos 29 anos. Em prantos, os jornalistas da rádio Difusora Acreana e dos demais complexos de comunicação do Estado oficializavam as informações que chegavam da capital paulista. No primeiro momento noticiavam que a morte teria sido identificada como latrocínio, roubo seguido de morte. A versão da Polícia Civil de São Paulo, que nunca foi aceita pelo povo do Acre, é questionada até os dias atuais pela família.

Edmundo Pinto de Almeida Neto era casado com Fátima Almeida e deixou três filhos, um deles o empresário Rodrigo Pinto que também foi político com dois mandatos de vereador em Rio Branco. O jovem Edmundo era advogado formado na Universidade Federal do Acre (Ufac) e depois de disputar quatro vezes uma vaga na Câmara de Vereadores de Rio Branco, obteve o mandato e dois anos depois no cargo foi eleito deputado estadual. No ano de término do seu mandato de deputado, Edmundo disputou o governo do Estado, e mesmo aparecendo nas pesquisas entre os últimos colocados na eleição, chegou ao segundo turno e ganhou do petista Jorge Viana. O que deu início a uma política moderna no Acre e com sentimento de desenvolvimento e progresso visto nos olhos da população que esperançosa acreditava na gestão de Edmundo.

A morte do governador até hoje deixa um sentimento de injustiça e falta de mais compromisso das polícias Civil de São Paulo e Federal, que nunca procuraram chegar mais afundo nas contradições apresentadas no inquérito. Os depoimentos dos dois latrocidas, Gilson José dos Santos e Edilson, afirmam que o crime foi encomendado por pessoas que eles não souberam identificar e não souberam dizer qual a empresa estava ordenando o assassinato, mas esclareceram tudo para o antigo jornal do SBT, denominado de Aqui Agora.

O governador Edmundo Pinto foi morto na madrugada de domingo do dia 17 de maio de 1992 e, por mais surpreendente que seja, somente um gringo americano escutou os tiros mesmo estando a uns 15 metros do quarto de Edmundo. Os integrantes da comitiva do governador que estavam nos quartos ao lado do chefe de Estado não escutaram os tiros.

A família de Edmundo até os dias de hoje não aceita o inquérito da Polícia de que o governador foi vítima de latrocínio. Os familiares explicam que Edmundo dois dias depois, se não tivesse morrido, iria prestar depoimento na CPI do Congresso Nacional que investigava desvio nas obras financiadas pelo Governo Federal, uma das obras na época no Acre era o Canal da Maternidade que segundo o projeto teria viaduto, esgotos fechados e áreas de recreação, totalmente diferente do que foi realizado nos governos petistas oito anos depois.

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Na semana que o governador fez sua última viagem, existia um grande mistério na política do Acre, o prédio da Assembleia Legislativa sofreu um incêndio queimando todos os arquivos de uma CPI em nível de Estado para apurar também o contrato do Canal da Maternidade. Haviam fitas K7 com o depoimento de Edmundo à CPI, bem como todo o apurado.

Na recém-investigação da operação Lava Jato foi divulgado que mortes encomendadas por políticos foram financiadas por grandes empresas. Mas, o aprofundamento das investigações também não teve seguimento.

Nos exatos 29 anos da morte do governador mais popular do Acre, a população lembra com emoção da esperança que se tinha na gestão de Edmundo Pinto.

Em sua última entrevista para o programa Aqui Agora do SBT, Fátima Almeida pediu, na época, para o então presidente Fernando Collor mandar a Polícia Federal fazer as investigações do caso da morte do marido.

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