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Após Acre ser reconhecido internacionalmente como zona livre de aftosa, o preço da carne deve aumentar

Por Redação Juruá em Tempo. 02/06/2021 13:08
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O estado do Acre vem comemorando nos últimos dias, junto ao setor produtivo ligado à pecuária, o reconhecimento internacional do estado como zona livre de aftosa. Contudo, esse reconhecimento que foi obtido junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) poderá aumentar o preço da carne bovina ao consumidor final, de acordo com o economista Rubicleis da Silva.

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Robicleis tem pós-doutorado pela Fundação Getúlio Vargas, ele considera que o reconhecimento poderá abrir novos mercados para a comercialização da carne no Acre, e o selo de zona livre da aftosa poderá impedir que o preço da carne diminua: “A chance do preço da carne baixar no Acre por conta do reconhecimento da área livre de aftosa sem vacinação é zero”, destaca.

O economista acredita que o preço da carne pode ficar mais alto e explicou os motivos. “O que vai acontecer com o preço da carne em Rio Branco é que inexoravelmente ele vai aumentar. Dois motivos explicam isso: o primeiro motivo é que vamos ter novos mercados para vender nossa carne. Nesses mercados o poder aquisitivo é maior do que o do acreano, o que significa que estão dispostos a pagar mais pela carne; o segundo motivo é que existe uma demanda crescente por proteína animal na China e em outros países asiáticos. Essa demanda vai ser exercida, e como a nossa oferta é pequena diante da grande demanda internacional, isso fará com que o preço aumente”, declarou Rubicleis.

Segundo o economista, a desvalorização do real diante o dólar contribui para o aumento do produto. “A taxa de câmbio está extremamente desvalorizada com um dólar valendo cinco reais. Não há como a carne diminuir. É uma péssima notícia para o consumidor e uma boa notícia para quem produz proteína animal”, destacou.

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Rubicleis pontuou, ainda, que com essa alta, é possível que haja o aumento nos preços de outras carnes animais, como o frango e a carne suína; além do aumento no preço de ovos. “Vamos ter aumento, sim. Em função do aumento na carne de boi, haverá uma demanda ainda maior pelo frango, ovos e porco. Como não vai ser possível atender a este aumento da demanda, no pequeno e médio prazo, naturalmente, o preço dessas outras proteínas vão subir” (sic), projetou.

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