Nesta sexta-feira (09), o Banco da Amazônia completa 79 anos. Criado no dia 09 de julho de 1942 com o nome de Banco de Crédito da Borracha, sua missão era financiar os seringais da região para que esses abastecessem os aliados durante a Segunda Guerra Mundial.
Hoje o chamado Banco da Amazônia no desenvolvimento sustentável da região Norte, ajudando e financiando micros e pequenos produtores e empresários que querem modernizar sua produção.
Em comemoração ao aniversário do banco, os funcionários e o Sindicato dos Bancários de Cruzeiro do Sul estão realizando um ato em frente a agência. Além disso, o ato também está servindo como reinvindicação da Medida Provisória 1052/21 redigida no governo do presidente Jair Bolsonaro, que altera as regras de repasse de recursos federais ao Fundo Constitucional do Norte (FNO).
A MP 1052 terá um impacto gigantesco nas receitas do banco, em 2021, de cerca de R$145 milhões. Em 2022 o Banco da Amazônia deixará de receber R$280 milhões. As perdas crescerão anualmente e a partir de 2026 terá uma redução de R$390 milhões ao ano. Isso significa que o Banco da Amazônia será levado a extinção.
A nossa equipe conversou com Eldo Rafael, presidente do Sindicato dos Bancários e ele falou a respeito da MP 1052/21.
“Com o fim do Banco da Amazônia, acaba também o FNO que hoje financia construções como hotéis, indústrias, fazenda, agropecuária e agricultura familiar, tudo isso atinge em cheio a população. Por isso, estamos aqui fazendo esse ato contra a Medida Provisória 1052/21 do governo Bolsonaro e comemorando os 79 anos do Banco que a gente espera que ainda faça muitos aniversários”, disse.

