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Membros da Comissão Estadual de Gestão de Riscos Ambientais apresentam panorama das ações integradas

Por Redação Juruá em Tempo.20 de agosto de 20213 Minutos de Leitura
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Os membros que compõem a Comissão Estadual de Gestão de Riscos Ambientais (CEGdRA) estiveram reunidos na tarde desta quinta-feira, 19, para apresentar um panorama geral das ações do governo do Acre e dos parceiros para prevenção, controle e combate ao desmatamento e queimadas ilegais.

A comissão é formada por mais de 30 instituições governamentais e não-governamentais e conta com o apoio do Ministério Público do Estado (MPAC).

A reunião, realizada virtualmente, foi conduzida pela diretora executiva da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e das Políticas Indígenas (Semapi), Vera Reis, que mediou as apresentações de cada um dos representantes das instituições para o compartilhamento das ações em curso, bem como das principais dificuldades encontradas ao longo das ações.

O meteorologista do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Luiz Alves, lembrou que a previsão para o período de seca veio se estendendo até o mês de agosto, o que agravou o número de focos de fogo.

O especialista aproveitou a oportunidade para dar uma boa notícia aos gestores, com a previsão de chuvas ainda no mês de agosto, o que irá ajudar na redução de queimadas ilegais e amenizar o volume de fumaça.

Outro importante ponto de consenso entre os gestores foi o crescente número de invasões em terras públicas, apontadas como um dos principais fatores para o agravamento das queimadas ilegais em todo o Acre.

As ações integradas de comando e controle têm sido intensificadas desde janeiro, envolvendo o Instituto de Meio Ambiente (Imac), a Semapi, o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), com o suporte do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Civil (PC), mas as invasões continuam com a presença de infratores intensificando os desmatamentos e queimadas ilegais, inclusive em áreas naturais protegidas.

O agravamento da situação de pandemia em todo o Acre também desencadeou, segundo detalhamento dos membros, prejuízo quanto ao desenvolvimento das ações de educação ambiental nas comunidades.

Ao fim do evento, os gestores enalteceram os esforços na execução das ações governamentais nas esferas federal, estadual e municipais para prevenção e controle do desmatamento e queimadas ilegais. Foram citados ainda os impactos negativos relacionados aos altos índices de queimadas divulgados na mídia e a necessidade de dar maior visibilidade às ações realizadas pelo governo para conter os ilícitos ambientais.

Entre as instituições presentes, a Secretaria de Produção e Agronegócio (Sepa) e a Semapi estão trabalhando com pequenos produtores, com moradores das unidades de conservação (UCs), especialmente das florestas públicas, levando alternativas ao corte e à queima, como o manejo madeireiro comunitário sustentável, o manejo não madeireiro, as cadeias de valor da castanha, da borracha, da fruticultura e assistência técnica, entre outras. As ações da Sepa visam incentivar os produtores a utilizar as áreas abertas para não necessitar desmatar novas áreas.

Ao fim do encontro, ficou pactuado que em setembro será realizada nova reunião com os representantes das instituições para reavaliação das ações implementadas nos diferentes segmentos sociais do estado.

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