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Na capital, pessoas com fibromialgia devem fazer cadastro para receber carteirinha de atendimento prioritário

Por Redação Juruá em Tempo.3 de agosto de 20213 Minutos de Leitura
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Cerca de 300 portadores de fibromialgia devem se cadastrar para receber a carteirinha de atendimento prioritário em estabelecimentos comerciais, agências bancárias, consultórios médicos, entre outros, de Rio Branco. O cadastro pode ser feito até o dia 15 de agosto.

Até esta segunda-feira (2), a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) cadastrou 101 pessoas. Os interessados devem procurar uma Unidade de Referência de Atenção Primária (Urap) da capital acreana com os seguintes documentos:

Laudo médico;

Cartão do SUS;

RG;

CPF;

1 foto 3×4.

A fibromialgia é uma doença que não tem cura e que causa dores no corpo. Segundo estudos, a doença é conhecida como uma síndrome dolorosa crônica, sem uma causa definida. O paciente tem dificuldade em produzir hormônios e neurotransmissores relacionados ao alívio da dor.

A confecção das carteirinhas ocorre quase dois anos após a aprovação da lei municipal nº 2.332 de setembro de 2019 que institui o Dia Municipal da Fibromialgia, preferências em filas de estabelecimentos e vagas em estacionamentos de Rio Branco.

O regulamento determinava ainda a instalação de um centro de referência, mas a criação desse espaço foi vetada pela prefeitura durante a sanção da lei aprovada pela Câmara de Vereadores.

Cobrança da associação

A representante e voluntária da Associação Nacional de Fibromiálgicos e Doenças Correlacionadas (Anfibro), Lene Queiroz, explicou que a lei tinha ficado no canto esquecida pela prefeitura da capital acreana. Ela, então, disse que mandou mensagem para a Secretaria de Saúde e cobrou a confecção das carteirinhas e cumprimento da lei.

“Terminou a gestão, começou outra e a gente tentou conversar com essa nova gestão. Entrei em contato com o secretário Frank, mandei a lei para ele e pedi que fosse executada porque os pacientes estavam sendo muito discriminados nas filas. A fibromialgia é uma deficiência invisível. Você não vê que estamos sentido dor, que não temos condições de ficar em pé, então, olham para a gente e acham que somos sadios e vão questionar. Quando explicamos, perguntam se temos alguma carteira que prove. Nossa luta é para isso, para que fossem confeccionadas essas carteiras e, graças a Deus, a secretaria se mobilizou”, complementou.

Segundo ele, há aproximadamente 500 pessoas com fibromialgia em todo estado acreano, fora aquelas que ainda não receberam o diagnóstico. Em Rio Branco, ela acredita que estão mais de 300 desses pacientes.

“Aqui em Rio Branco têm mais de 300 pessoas, mas têm aquelas que não fecharam o diagnóstico e têm outras que nem sabem que tem. Não temos aquela base, vamos ter agora com o cadastramento que vai ser feito”, destacou.

Cadastro

Ao G1, a diretora de Assistência da Semsa, Sheila Andrade Vieira, disse que a procura pelo cadastro está pequena e as pessoas procuram apenas a Policlínica Barral y Barral. Contudo, essa inscrição e entrega de documentos pode ser feita em qualquer Urap.

“Em média, são 350 pessoas que devem ser cadastrar. A carteira não sai na hora. Essa é mais uma preocupação, porque preciso ter um quantitativo bem significativo para mandar confeccionar fora do estado. Precisamos juntar um número grande para poder mandar”, explicou.

Sobre a demora no cumprimento da lei, Sheila afirmou que a atual gestão não tinha conhecimento do regulamento. “O pessoal da associação entrou em contato com o secretário e fomos resgatar essa lei e colocamos para funcionar, porque essas pessoas ficam muito debilitadas quando estão em crise. É bem difícil”, justificou.

 

Por G1 ACRE

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