O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou nesta quarta-feira 18 que a tendência é de que a Casa rejeite a proposta de reforma eleitoral aprovada pela Câmara que retoma as coligações em eleições proporcionais a partir de 2022. “Há uma tendência de manutenção do sistema atual”, declarou, ao confirmar que levará o tema para apreciação no plenário dentro do prazo.
“A tendência é de manutenção do sistema político tal como é hoje, um sistema proporcional, sem coligações, com a cláusula de desempenho, para que possamos projetar ao longo do tempo um cenário que vai ser positivo, de menos partidos políticos e consequentemente de melhor legitimidade da população”, disse o parlamentar a jornalistas.
Pacheco se mostrou contrário à proposta de reforma eleitoral, mas reforçou que o Senado deve se debruçar sobre o tema. Antes de ser levada ao plenário, a PEC será apreciada pela Comissão de Constituição e Justiça, que tem como líder o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).
“É uma Proposta de Emenda à Constituição, deve ser submetida à CCJ, o presidente Davi Alcolumbre deverá, então, pautar essa matéria e, na sequência, vem ao plenário. Tudo dentro de um tempo, o mais rápido possível, para que haja um pronunciamento definitivo em relação a essa matéria”, completou, ao reforçar que não há como garantir convergência com o projeto da Câmara, presidida por Arthur Lira (PP-AL).

