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Após secretário de Saúde de Rio Branco ser afastado, diretora de assistência acumula cargo

Por Redação Juruá em Tempo. 08/09/2021 13:38
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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, nomeou, nesta quarta-feira (8), a diretora de Assistência à Saúde do município, Sheila Andrade Vieira, para responder pela Secretaria de Saúde (Semsa) da capital enquanto Frank Lima, secretário denunciado por assédio sexual e moral, segue afastado por 60 dias.

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Lima foi afastado do cargo há seis dias após uma recomendação do Ministério Público do Acre (MP-AC). Ele permanece recebendo o salário.

O decreto do Diário oficial desta quarta diz que Sheila deve acumular o cargo, interinamente, até que finalize o período de afastamento do secretário. No dia do afastamento, a prefeitura já havia confirmado o nome dela para assumir a pasta, mas o documento oficializando só foi publicado agora.

“Delegar competência à secretária municipal de Saúde para ordenar despesas, autorizar empenhos, efetuar pagamentos, relativos aos programas, subprogramas, projetos e atividades da Secretaria Municipal de Saúde, bem como firmar e executar contratos, convênios e termos de cooperação no âmbito das ações inerentes a essa Secretaria, sem prejuízo de suas funções e responsabilidades legais.”

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Além de Lima, também foi afastada por 60 dias a diretora de Gestão da Semsa, Tatiana de Assis, suspeita de atrapalhar as investigações.

Um outro servidor foi exonerado pelo mesmo motivo. O MP-AC instaurou um inquérito civil na 2ª Promotoria do Patrimônio Público para apurar as denúncias e recomendou, na segunda (30), o afastamento do gestor.

“A situação exigia pronta atuação do MPAC, com investigação profunda e eficiente, sobretudo porque foi supostamente praticada por uma alta autoridade municipal. O objetivo é verificar se a conduta do gestor está dentro dos parâmetros da moralidade administrativa ou se afrontou os demais princípios constitucionais”, afirmou o promotor de Justiça Daisson Gomes Teles.

Lima foi denunciado por assédio sexual contra servidoras em julho deste ano. Depois das denúncias, ele pediu a abertura de um procedimento administrativo na prefeitura para responder às acusações. Ele disse que estava “tranquilo” com relação às denúncias e afirmou que a denúncia era uma “retaliação” ao seu trabalho.

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